Lira resiste a análise conjunta de medidas provisórias com Senado
Presidente da Câmara, Arthur Lira, quer que deputados votem antes do Senado as medidas provisórias do governo Lula

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, avisou a aliados que não irá endossar a proposta de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, para que as medidas provisórias (MPs) voltem a tramitar de forma conjunta.
Em 7 de fevereiro, o Senado assinou um ato para retomar as comissões mistas, em que deputados e senadores analisam conjuntamente as MPs.
Segundo aliados de Arthur Lira, o documento não terá a assinatura do presidente da Câmara dos Deputados. Durante a pandemia, as MPs passaram a tramitar primeiro pela Câmara, o que hoje deputados do Centrão querem manter.
Uma medida provisória é um ato legislativo com força de lei enviado pelo governo federal, mas que deve ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para ser convertida em legislação de forma permanente.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA Constituição prevê a tramitação em comissões mistas: “Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer, antes de serem apreciadas, em sessão separada, pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional”.
Há pelo menos duas medidas provisórias sensíveis para o governo Lula no horizonte: aquela que determinou a criação de 37 ministérios em seu desenho atual e a que extinguiu a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Sem o aval de Lira para recriar as comissões mistas, a expectativa é de que as MPs devem começar a tramitar na Câmara. Esse modelo pode criar mais dificuldades para Lula, já que a extinção da Funasa e a transferência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o Ministério do Desenvolvimento Agrário têm forte rejeição na Casa.





