Guilherme Amado

Instagram volta atrás e exclui vídeo racista e homofóbico de pastor

Vídeo mostrava seguidor de pastor dizendo que “cospe na cara do povo africano”

atualizado

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1 de 1 video - Foto: Reprodução

O Instagram informou nesta quinta-feira (19/8) ter apagado o vídeo publicado por um pastor evangélico que mostrava um seguidor dele proferindo ofensas contra negros, integrantes da comunidade LGBTQIA+, judeus e outras minorias.

A plataforma também afirmou que não permite o compartilhamento de conteúdo que ataque pessoas com base em raça, etnia, nacionalidade, religião ou orientação sexual, classe social, sexo, gênero, identidade de gênero, doença ou deficiência.

A derrubada atende a um pedido do deputado estadual Átila Nunes, relator da CPI da Intolerância Religiosa, da Assembleia Legislativa do Rio, e ocorre após a coluna noticiar o caso.

Postado na sexta-feira (13/8) pelo pastor evangélico Tupirani da Hora Lores, chefe da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, o vídeo mostra um homem não identificado fazendo diversas declarações racistas e homofóbicas.

Com xingamentos e falando alto, o homem usa o vídeo para ofender padres, a comunidade LGBTQIA+, pretos, adeptos de religiões de matiz africana e judeus.

“A porra da pele negra jamais poderia trazer uma ideologia boa, decente. É por isso que amaldiçoo esse povo africano todo dia. Amaldiçoo a Áfrico, cuspo na cara do povo africano”, diz em um trecho.

O homem também diz que “todo pai de santo é ‘viado’”, que os padres são pedófilos e que a Polícia Federal é integrada por “mauricinho viado e patricinha puta”.

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