Guilherme Amado

Instagram não derruba vídeo racista e homofóbico postado por pastor

Vídeo mostra seguidor de pastor ofendendo minorias religiosas, de gênero e raciais

atualizado

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O Instagram mantém no ar um vídeo postado na sexta-feira (13/8) pelo pastor evangélico Tupirani da Hora Lores, chefe da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, em que um homem faz diversas declarações racistas e homofóbicas. Na imagem, o homem, que não é identificado, ofende minorias religiosas, de gênero e raciais. A recusa da plataforma de excluir o vídeo do pastor, que se identifica como “O grande Elias”, manteve-se mesmo após o pedido do deputado estadual Átila Nunes, relator da CPI da Intolerância Religiosa, da Assembleia Legislativa do Rio, para que o conteúdo fosse excluído.

A plataforma afirmou não ter feito uma análise completa, mas não ter identificado infração. ”Nossas ferramentas de tecnologia constataram que essa conta provavelmente não vai contra as nossas Diretrizes da Comunidade”, disse a empresa ao pedido de remoção feito por Átila Nunes.

Na gravação, o seguidor de Tupirani toma o lado do pastor, após este ter se tornado alvo de críticas por ter chamado Karla Cordeiro, líder de outra igreja, de prostituta. Karla se tornou alvo de um inquérito da Polícia Civil e se retratou por ter dito em um culto que a igreja evangélica não deve levantar bandeiras LGBTQIA+ ou contra o racismo. Para o seguidor de Tupirani, a líder religiosa deveria ter mantido sua posição.

Com xingamentos e falando alto, o homem usa o vídeo para ofender padres, a comunidade LGBTQIA+, pretos, adeptos de religiões de matiz africana e judeus. A coluna optou por não reproduzir o vídeo para não amplificar os discursos de ódio.

“A porra da pele negra jamais poderia trazer uma ideologia boa, decente. É por isso que amaldiçoo esse povo africano todo dia. Amaldiçoo a Áfrico, cuspo na cara do povo africano”, diz em um trecho.

O homem também diz que “todo pai de santo é ‘viado’”, que os padres são pedófilos e que a Polícia Federal é integrada por “mauricinho viado e patricinha puta”.

(Atualização, às 16h55 de 19 de agosto de 2021: O Instagram informou que removeu o vídeo com as ofensas. A rede também afirmou que não permite o compartilhamento de conteúdo que ataque pessoas com base em raça, etnia, nacionalidade, religião ou orientação sexual, classe social, sexo, gênero, identidade de gênero, doença ou deficiência).

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