
Guilherme AmadoColunas

Fundo de Saúde do Exército negou prótese peniana para idoso em 2017
Militar de 70 anos teve de entrar na Justiça para exigir que a implantação da prótese peniana fosse custeada pelo Fundo de Saúde do Exército
atualizado
Compartilhar notícia

O Fundo de Saúde do Exército (Fusex) negou em 2017 que um militar idoso tivesse acesso à implantação de uma prótese peniana inflável. Segundo informações da época, o Fusex recomendou que o militar usasse uma prótese peniana semi-rígida, que teria menor custo para a Força.
O idoso entrou na Justiça contra a União porque a comissão de ética médica do Hospital Militar havia concordado que a implantação da prótese peniana inflável era a única alternativa eficaz para tratar uma disfunção erétil severa.
O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) negou a antecipação de tutela para que o idoso tivesse direito ao tratamento. O militar estava com 70 anos de idade.
A coluna revelou nesta terça-feira (12/4) que o Exército destinou R$ 3,5 milhões para comprar 60 próteses penianas infláveis no ano passado. O deputado Elias Vaz, do PSB de Goiás, e o senador Jorge Kajuru, do Podemos do mesmo estado, querem que o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) investiguem o caso.
(Atualização às 20h10 do dia 12 de abril de 2022 – O Exército foi questionado pela coluna se gostaria de se manifestar sobre o caso. Em resposta, a Força disse que comprou três próteses penianas em 2021 e que tem a obrigação de “atender a pacientes do sexo masculino vítimas de diversos tipos de enfermidades que possam requerer a cirurgia para implantação da prótese citada”. A coluna mostrou ao Exército os documentos que mostram os detalhes dos pregões com as datas em que as compras foram autorizadas, mas não houve resposta até o momento.)