Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Filha de pastor lobista do MEC perde cargo de confiança na Câmara

Quézia dos Santos trabalhava em gabinete de deputado da bancada evangélica; alvo da PGR, pastor Gilmar Santos é acusado de pedir propina

atualizado 05/05/2022 8:42

pastor gilmar santos mec gabinete paralelo goias (2)Instagram

Uma filha do pastor Gilmar Santos, investigado pela PGR por cobrar propina para destravar recursos no Ministério da Educação, perdeu o cargo de confiança no gabinete do deputado João Campos, do Republicanos de Goiás, integrante da bancada evangélica. Quézia dos Santos foi demitida em 27 de março, poucos dias após seu pai se tornar alvo de um inquérito no STF ao lado do então ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro.

Quézia recebeu salário de R$ 4,2 mil na Câmara, por nove meses, de 10 de junho de 2021 a 27 de março deste ano. Segundo o gabinete de João Campos, ela trabalhava no escritório do parlamentar em Goiânia e a nomeação foi regular. Evangélico, Campos é filiado ao Republicanos, partido ligado à Igreja Universal.

A ex-funcionária recebeu R$ 5,2 mil de Auxílio Emergencial do governo federal, de 2020 a julho de 2021, um mês depois de assumir o posto na Câmara. No início de março de 2022, quando foi acusado de pedir propina a prefeitos no Ministério da Educação, Gilmar Santos investiu R$ 450 mil para fundar uma faculdade e uma editora. A PGR investiga o caso.

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