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Guilherme Amado

Extradição de Allan dos Santos depende exclusivamente dos EUA

Inclusão do ativista bolsonarista na lista vermelha da Interpol ajudaria caso ele saísse dos EUA para outro país

21/03/2022 02:00, atualizado 03/07/2023 16:09
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Reprodução
O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos fala em Comissão das Fake News, dando seu depoimento sobre acusações de disseminação de notícias falsas. Ele fala em microfone e usa camisa verde e amarela sob paletó - Metrópoles

A extradição do ativista bolsonarista Allan dos Santos para o Brasil, como deseja o Supremo Tribunal Federal (STF), depende exclusivamente dos Estados Unidos.

A inclusão do nome dele na lista vermelha da Interpol ajudaria caso Allan dos Santos deixasse os Estados Unidos para um terceiro país, o que não há indicação de que vá acontecer.

Assim, a barreira que o STF encontra para levar a cabo a sua decisão é a própria lei dos EUA. Uma interpretação de que Alan dos Santos teria apenas, à luz da lei americana, dado sua opinião, e não feito uma ameaça, como suspeita Alexandre de Moraes, dificulta a movimentação do governo americano para prender Allan dos Santos.

Enquanto isso, o ativista bolsonarista continua atuando por lá, usando a internet para propagar conteúdo falso e violento e até participando de evento com ministro de Bolsonaro.

No início de janeiro deste ano, Allan dos Santos e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, participaram de um evento da igreja evangélica Lagoinha, em Orlando. Os dois dividiram o palco em um painel que buscava mostrar porque fieis da igreja não poderiam ser de esquerda.

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