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Guilherme Amado

Em carta a Bolsonaro, policiais da PRF pedem aumento

"Policiais rodoviários pedem socorro", diz carta; há uma semana, policiais rodoviários federais sufocaram homem negro até a morte em viatura

01/06/2022 16:44, atualizado 01/06/2022 21:22
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Aline Massuca/Metrópoles
Bolsonaro ao lado de agentes da PRF e do governador do Rio de Janeiro, Marcelo Castro, em Petrópolis. Ele usa jaqueta preta - Metrópoles

A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf) pediu nesta quarta-feira (1º/6) que Jair Bolsonaro autorize melhores salários para a carreira. O documento foi enviado mais cedo por meio do ministro da Justiça, Anderson Torres. A entidade organizou um protesto em Brasília.

A ofensiva acontece uma semana depois de policiais rodoviários federais matarem Genivaldo de Jesus em Sergipe. O homem negro foi sufocado até a morte depois de ser trancado no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde foram jogados spray de pimenta e bombas de gás.

Na carta encaminhada a Bolsonaro, a morte de Genivaldo é citada brevemente e classificada apenas de “acontecimento trágico”. A Fenaprf reclamou de suposta “narrativa que associa a tragédia de Sergipe como uma mácula que define toda a instituição PRF”.

Segundo o documento, o salário inicial da PRF era 5% superior à média das demais carreiras típicas de Estado. Hoje, está 48% inferior. “Os policiais rodoviários federais pedem socorro para que haja a devida valorização do maior ativo da instituição, o policial rodoviário federal”.

No sábado (28/5), a Ordem dos Advogados do Brasil cobrou a prisão dos policiais que mataram Genivaldo de Jesus. A corporação e o governo Bolsonaro não lamentaram a morte.

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