Ministro só fala após 24h e pasta silencia sobre morte em viatura
Homem foi sufocado até a morte em porta-malas de viatura da PRF, enquanto inalava gás de pimenta; ministério silencia

O ministro da Justiça, Anderson Torres, demorou 24 horas para se manifestar sobre a morte de um homem por asfixia em uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Sergipe. O Ministério da Justiça segue em silêncio sobre o caso até a noite desta quinta-feira (26/5). Na véspera, Genivaldo de Jesus, de 38 anos, foi sufocado até a morte depois de ser trancado no porta-malas de uma viatura da corporação, onde foram jogados spray de pimenta e bombas de gás.
Em redes sociais no início da noite desta quinta-feira (2/5), disse o ministro: “Determinei a abertura de investigações pela Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal sobre a abordagem policial de ontem, em Sergipe. Nosso objetivo é esclarecer o episódio com a brevidade que o caso requer”. O ministro não condenou a ação policial, chamada somente de “episódio”, nem lamentou a morte de Genivaldo de Jesus.
Torres compartilhou, na mesma publicação, uma nota curta da PRF, no mesmo tom. A corporação chamou o caso apenas de “ocorrência”.
A coluna procurou, nesta quinta-feira (26/5), a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça. A pasta não respondeu a nenhum questionamento sobre o caso. Apenas afirmou que a PRF, subordinada à pasta, “conta com assessoria de comunicação própria”, sem dar mais detalhes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO uso de gás em espaços fechados não faz parte do treinamento de técnicas de imobilização e abordagem da PRF, afirmou o deputado José Medeiros, do PL do Mato Grosso, que foi agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) por mais de 20 anos.





