Com Eduardo Barretto (interino), Bruna Lima, Eduardo Ghirotto e Paulo Cappelli

Ministro só fala após 24h e pasta silencia sobre morte em viatura

Homem foi sufocado até a morte em porta-malas de viatura da PRF, enquanto inalava gás de pimenta; ministério silencia

atualizado 26/05/2022 19:43

Agentes da PRF colocam Genivaldo em viatura na cidade Umbaúba, Sergipe. Ele morreu sufocado por um gás no camburão do carro policial - MetrópolesReprodução

O ministro da Justiça, Anderson Torres, demorou 24 horas para se manifestar sobre a morte de um homem por asfixia em uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Sergipe. O Ministério da Justiça segue em silêncio sobre o caso até a noite desta quinta-feira (26/5). Na véspera, Genivaldo de Jesus, de 38 anos, foi sufocado até a morte depois de ser trancado no porta-malas de uma viatura da corporação, onde foram jogados spray de pimenta e bombas de gás.

Em redes sociais no início da noite desta quinta-feira (2/5), disse o ministro: “Determinei a abertura de investigações pela Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal sobre a abordagem policial de ontem, em Sergipe. Nosso objetivo é esclarecer o episódio com a brevidade que o caso requer”. O ministro não condenou a ação policial, chamada somente de “episódio”, nem lamentou a morte de Genivaldo de Jesus.

Torres compartilhou, na mesma publicação, uma nota curta da PRF, no mesmo tom. A corporação chamou o caso apenas de “ocorrência”.

A coluna procurou, nesta quinta-feira (26/5), a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça. A pasta não respondeu a nenhum questionamento sobre o caso. Apenas afirmou que a PRF, subordinada à pasta, “conta com assessoria de comunicação própria”, sem dar mais detalhes.

O uso de gás em espaços fechados não faz parte do treinamento de técnicas de imobilização e abordagem da PRF, afirmou o deputado José Medeiros, do PL do Mato Grosso, que foi agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) por mais de 20 anos.

 

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