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Guilherme Amado

Eduardo Leite não quis levar a culpa pela desistência de Doria

Eduardo Leite já sabia que a cúpula do PSDB não apoiaria a candidatura de João Doria e que isso poderia resultar na sua desistência

23/05/2022 13:19, atualizado 23/05/2022 13:34
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Igo Estrela/Metrópoles
Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, saindo do STF após reunião sobre ICMS com a ministra Rosa Veber.

O ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já sabia que a cúpula do PSDB não apoiaria a candidatura de João Doria ao Planalto e que isso poderia resultar na desistência do ex-governador paulista. A carta que Leite fez em abril, em que disse que não tentaria mais ser o candidato tucano à presidência, foi uma forma da culpa da falta de apoio do partido a Doria não recair sobre ele.

Há exatamente um mês, o ex-governador gaúcho disse à coluna que não gostaria de ser o “responsável” por dividir o partido e atrapalhar a candidatura de Doria, mas ressaltou que o apoio do PSDB ao nome do vencedor das prévias não era certo e que outro nome, até de fora do partido, poderia ser o escolhido. Leite disse também que “uma candidatura não se sustenta judicialmente, mas politicamente”.

Doria anunciou sua desistência na corrida presidencial na manhã desta segunda-feira (23/5). O ex-governador paulista alegou que a cúpula do PSDB não apoia seu nome, mesmo tendo vencido as prévias. Simone Tebet, do MDB, deve ser a escolhida para ser a candidata da terceira via.

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