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Guilherme Amado

Deputado quer criar "Bolsa Vida" para “tornar o aborto desnecessário”

Proposta do deputado é o pagamento de um salário-mínimo a família que adotar uma criança que seria abortada

08/10/2024 05:00, atualizado 08/10/2024 10:41
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Mário Agra / Câmara dos Deputados
Emendas Foto colorida do plenário da Câmara dos Deputados - Metrópoles

O deputado Allan Garcês, do PP do Maranhão, apresentou um projeto de lei que propõe o pagamento de um salário-mínimo à família que adotar uma criança cuja mãe tenha decidido levar a gestação adiante e desistido de abortar. A mãe biológica da criança teria que atestar entregou a criança à adoção para evitar um aborto.

Garcês sugeriu que a remuneração seja chamada de “Bolsa Vida”.

De acordo com o projeto, a bolsa seria paga nos 12 meses subsequentes à adoção. Além disso, os pais adotivos teriam direito a gratuidade na Justiça, dedução no IR das despesas com aluguel e garantia prioritária em creches públicas.

Ignorando o fato de que as mulheres têm o direito de não querer ficar grávidas, o deputado acredita que sua sugestão, caso vire lei, poderia tornar o aborto desnecessário.

“Deve-se assegurar o direito à vida do embrião e o amparo financeiro mínimo à adotante, bem como prescrever medidas concretas que socialmente venham a tornar o aborto desnecessário”, afirmou no projeto.