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Guilherme Amado

Esquerda do DF se reúne sobre 2026 e governo Lula é criticado

Encontro da esquerda do Distrito Federal apontou falta de estratégia do governo Lula para recuperar popularidade do presidente

Guilherme Amado04/10/2024 19:05, atualizado 04/10/2024 21:32
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Sam Pancher/Metrópoles
Lula antes de discurso da ONU - Metrópoles

Alguns dos principais nomes da esquerda do Distrito Federal se reuniram nessa quarta-feira (2/10) para discutir as eleições de 2026, e houve críticas ao governo Lula e a conclusão de que falta estratégia do governo federal para recuperar a popularidade do presidente no DF. Em 2022, Lula perdeu para Bolsonaro de 58,81% a 41,19%.

O encontro, na casa do secretário de Justiça, Jean Uema, contou com o ministro Alexandre Padilha, o ex-senador e ex-governador Cristovam Buarque, os deputados federais Érika Kokay (PT) e Reginaldo Veras (PV), a senadora Leila Barros (PDT), e os pré-candidatos ao governo do DF Ricardo Cappelli (PSB), atualmente presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, e Leandro Grass (PV), hoje presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Pelo PSol, estavam os deputados distritais Fábio Félix e Max Maciel. Os presidentes estaduais de PT, PSol, PCdoB, PDT, PV, Rede, Cidadania e PSB também estavam.

As críticas vieram dos dois deputados federais da federação que elegeu Lula. Reginaldo Veras criticou a comunicação do governo e apontou que os programas de agricultura familiar do DF seriam comandados atualmente por Bia Kicis (PL), que também teria cargos na Codevasf.

Já a deputada federal Erika Kokay, do PT, lembrou de um evento a que foi do Minha Casa, Minha Vida no DF, e, chegando lá, encontrou a vice-governadora Celina Leão, aliada de Jair Bolsonaro. Vários reclamaram de não serem avisados pelo governo federal de eventos no DF.

O ex-senador e ex-governador Cristovam Buarque perguntou a Padilha qual era a estratégia para fortalecer Lula e a esquerda no DF. Ficou sem resposta, mas ouviu de Padilha que o DF é o único lugar em que a esquerda está unida na construção de 2026.

Leandro Grass defendeu que comecem agora movimentos visando à chapa de 2026, de maneira unida, para evitar que se repita o que aconteceu em 2022, com mais de um candidato da esquerda. Cappelli propôs que haja a ampliação da aliança para além da esquerda, e disse que um candidato de esquerda ao governo aliado a nomes da esquerda ao Senado seria um “abraço de afogados”.

Além de Grass e Cappelli, também têm aspirações majoritárias, mas no Senado, Érika Kokay e Leila Barros.