Guilherme Amado

Compra de Lelê, do Fluminense, vai parar na Justiça

Ex-agente de Lelê acusa presidente do antigo time do jogador de não ter pago o valor negociado pelo empréstimo ao Fluminense

atualizado

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MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC
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1 de 1 lele-fluminense-bahia - Foto: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

O ex-agente do jogador Lelê, do Fluminense, entrou na Justiça contra o presidente do Itaboraí, Murilo Washington Alves Lima, acusando o cartola de não ter pago o valor negociado pelo empréstimo de Lelê ao tricolor carioca e pelo empréstimo ao Volta Redonda, em 2021. O processo tramita na Justiça do Rio de Janeiro desde o início do mês.

Na ação contra o dirigente do Itaboraí, Amaury Assis afirma ter acertado com ele que os direitos econômicos do jogador seriam repartidos igualmente entre ambos.

O acordo, ainda segundo a ação, teria sido feito verbalmente, mas com a presença de testemunhas. Segundo Assis, o presidente do Itaboraí Profute não cumpriu o combinado em nenhuma das duas transações.

Segundo Assis, Lima passou a evitá-lo quando ele pediu a formalização do acordo de repartição.

O ex-agente também atua como olheiro e empresariava a carreira de Lelê até a entrada do jogador no Fluminense. Os dois se conheceram em projetos sociais de futebol em favelas. Assis era coordenador de um projeto social na favela de Manguinhos, onde Lelê jogava antes de ir para o Itaboraí Profute.

O empréstimo de Lelê foi negociado pelo Fluminense por R$ 500 mil em março deste ano. Assis alega na ação que deveria ter recebido R$ 250 mil pela venda. Já pelo empréstimo ao Volta Redonda, negociado pelo Itaboraí Profute em 2021, Assis não soube dizer o valor que lhe seria devido.

O advogado de Assis, Márcio Lobianco, pede para o jogador ser intimado pela Justiça para comprovar que o olheiro era seu agente e combinou de receber 50% do valor pelas negociações.

A coluna procurou Lima, mas não recebeu retorno. O jogador Lelê também foi procurado por meio da assessoria de imprensa do Fluminense, mas o clube não respondeu. O espaço está aberto a manifestações.

(Atualização às 13h do dia 20 de julho de 2023: Em nota à coluna, o Itaboraí Profute informou que ainda não foi intimado no processo e, caso necessário, seu departamento jurídico prestará esclarecimentos de acordo com a legislação esportiva vigente.)

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