Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Caso de militares que mataram músico e catador no RJ chega ao STM

Condenados pela Justiça Militar em outubro do ano passado, os militares recorreram ao Superior Tribunal Militar para anular as condenações

atualizado 23/05/2022 18:41

Facebook/Reprodução

O caso de militares do Exército que mataram, com 257 tiros, o músico Evaldo Rosa e o catador de latinhas Luciano Macedo no Rio de Janeiro será julgado pelo Superior Tribunal Militar nesta segunda-feira (23/5).

Condenados pela Justiça Militar da União em outubro do ano passado, os militares recorreram ao STM com recurso de correição parcial, que tem o objetivo de corrigir erros prejudiciais a alguma parte do processo, alegando erros processuais e pedindo a anulação de todo o caso. A apelação do caso só deve ser julgada em agosto.

No dia 11 de maio, os ministros do STM negaram por unanimidade um habeas corpus da defesa dos militares que também pedia a anulação do julgamento. Os advogados alegaram terem sido “surpreendidos” por novas provas durante a sessão do julgamento.

Os militares foram condenados por duplo homicídio, tentativa de homicídio e omissão de socorro. Eles seguem em liberdade até que o caso transite em julgado — ou seja, que se esgotem os recursos.

O músico Evaldo Rosa teve o carro fuzilado no dia 7 de abril de 2019 e morreu no local. No total, os militares dispararam 257 tiros e 62 atingiram o veículo de Evaldo. Luciano Macedo, o catador de latinhas, tentou ajudar o músico e acabou sendo atingido. Ele morreu no hospital uma semana depois.

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