Guilherme Amado

Ao lado de vice de Haddad, Márcio França diz que Lula escolheu eleição com emoção

O ex-governador fez a declaração ao lado de sua mulher, Lúcia França, que ocupa a vice de Fernando Haddad

atualizado

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Fábio Vieira/Especial Metrópoles
O candidato à prefeitura de São Paulo, Marcio França (PSB), conversa com profissionais da saúde em frente ao Hospital do Servidor Público Estadual
1 de 1 O candidato à prefeitura de São Paulo, Marcio França (PSB), conversa com profissionais da saúde em frente ao Hospital do Servidor Público Estadual - Foto: Fábio Vieira/Especial Metrópoles

Derrotado na eleição para o Senado em São Paulo, Márcio França disse nesta segunda-feira (3/10) que Lula escolheu disputar a eleição “com emoção” ao apontar candidatos mais identificados com o petismo para concorrer aos governos estaduais do Sul e do Sudeste.

“O Lula é o nosso líder, ele que vai decidir sempre. Ele intui antecipadamente. Eu perguntei a ele se ele gostaria de uma eleição com ou sem emoção. Ele escolheu com emoção” afirmou.

O ex-governador fez a declaração ao lado de sua mulher, Lúcia França, que ocupa a vice de Fernando Haddad, candidato que está no segundo turno da eleição de São Paulo.

França dizia ser o nome mais competitivo para ganhar o governo paulista e insistiu para encabeçar uma chapa única de esquerda, com a presença de Haddad na vice. Por fim, acabou cedendo ao PT.

O pessebista brincou que estava com “ciúmes” por não disputar um segundo turno, porque gostava dos debates “mais francos” da disputa.

Quando foi questionado novamente sobre Haddad ser uma “escolha com emoção”, França ensaiou um recuo e afirmou que o petista é um candidato mais ao centro do que ele.

“Haddad, não. O Lula fez uma opção por um PT mais raiz no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Algo com mais vibração. É difícil saber hoje se estava certo ou errado. Em alguns lugares, poderia ter facilitado a nossa vida”, disse.

O PSB também teve discussões acaloradas com o PT para encabeçar as chapas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas não conseguiu convencer Lula sobre a opção.

França participa nesta segunda da reunião convocada pelo PT para traçar estratégias para o segundo turno. O pessebista afirmou que Lula precisará de 500 mil a 1 milhão de votos em São Paulo para derrotar Bolsonaro.

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