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Guilherme Amado

Adesismo cego de Hang a Bolsonaro fez outros empresários submergirem

Dono das lojas Havan é um dos mais aguerridos defensores do bolsonarismo, o que espantou gente como o dono da Centauro

02/11/2021 08:00, atualizado 03/11/2021 12:46
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Reprodução
Jair Bolsonaro e Luciano Hang

O exibicionismo de Luciano Hang foi determinante para que alguns empresários se afastassem do envolvimento público com Jair Bolsonaro, ainda que sigam apoiando o presidente.

Empresários que costumavam participar de discussões políticas e econômicas com o dono das lojas Havan ficaram incomodados com o personagem criado por Hang e preferiram adotar uma postura mais discreta.

Entre eles está Sebastião Bomfim, proprietário da Centauro. Interlocutores afirmam que Bomfim desaprova a forma como Hang deixou a Havan se contaminar com a defesa efusiva que o empresário faz do bolsonarismo.

Bomfim foi um dos primeiros grandes empresários do país a declarar voto em Bolsonaro, em agosto de 2018. Ele é próximo de Flávio Rocha, da Riachuelo, e ajudou a fundar o Brasil 200, o instituto para discussões econômicas que reúne empresários bolsonaristas, entre eles Hang. Bomfim deixou o Brasil 200 após o presidente do grupo, Gabriel Kanner, criticar Bolsonaro pela saída de Sergio Moro do governo. Kanner é sobrinho de Flávio Rocha.

A avaliação entre os empresários que foram próximos a Hang é de que a postura exageradamente governista só fez bem a ele próprio, que tem planos de se candidatar no ano que vem para o Senado por Santa Catarina, sob incentivo de parlamentares bolsonaristas.

O projeto de se candidatar ao Senado ganhou força após a conturbada ida de Hang à CPI da Pandemia. Ele foi um dos empresários indiciados no relatório final da CPI por incitação ao crime, em função das mentiras que espalhou sobre a Covid-19 durante a pandemia. Os empresários Carlos Wizard e Otávio Fakhoury foram indiciados pelo mesmo crime.

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