Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Grande Angular

Julgamento de Denarium e governador, que se arrasta há 2 anos, será retomado

A análise do caso foi paralisada por três pedidos de vista dos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Estela Aranha

27/04/2026 18:34, atualizado 27/04/2026 19:34
Facebook
Julgamento de Denarium e governador, que se arrasta há 2 anos, será retomado

O julgamento que se arrasta há quase dois anos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será retomado nesta terça-feira (28/4). Antonio Denarium (Republicanos) e Edilson Damião (União Brasil), atual governador de Roraima, recorreram ao TSE após serem cassados e declarados inelegíveis pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A análise do caso foi paralisada por três pedidos de vista dos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Estela Aranha.

O processo ficou com Nunes Marques por cinco meses. O magistrado surpreendeu colegas, no dia 14 de abril, ao inovar na tese para condenar à inelegibilidade o ex-governador Antonio Denarium, cabeça de chapa, e livrar da cassação o atual governador, Edilson Damião.

Damião assumiu o governo de Roraima no fim de março de 2026, após Denarium renunciar com objetivo de disputar vaga no Senado.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular

Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A ministra Isabel Gallotti se posicionou pela cassação e inelegibilidade chapa, voto seguido por André Mendonça. Nunes Marques se posicionou pela condenação apenas de Denarium por distribuição de benefícios em ano eleitoral, por meio dos programas Cesta da Família e Morar Melhor, “com notória finalidade eleitoreira”.

Faltam os votos de Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques, Cármen Lúcia e Antônio Gonçalves.

Os políticos de Roraima são acusados de abuso de poder político e econômico, nas eleições de 2022, por meio da distribuição de bens e serviços, com a entrega de cestas básicas e benefícios, reforma de residências de famílias de baixa renda e repasse de quase R$ 70 milhões em recursos do governo estadual para 12 dos 15 municípios do estado, sem a observância de critérios legais.

O caso começou a ser analisado no TSE em agosto de 2024.