Rogério Marinho diz que relator da PEC da Segurança quer “calar” o Senado
Líder da oposição, Rogério Marinho criticou Rogério Carvalho por impedir votação em separado de emenda que reduz a maioridade penal

Durante a votação da PEC da Segurança Pública, nesta terça-feira (3/11), o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a condução do relator da proposta, Rogério Carvalho (PT-SE). Marinho reclamou que o petista impediu o plenário de votar em separado uma emenda de sua autoria que propunha reduzir a maioridade penal para 16 anos e para 14 anos em casos de crimes hediondos.
Rogério Carvalho rejeitou as emendas sobre o tema e propôs que as sugestões tramitem separadamente, como projetos independentes. A estratégia do governo é aprovar a PEC da Segurança sem alterações, para evitar que o texto precise retornar à Câmara dos Deputados para uma nova análise.

Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular
Frequência de envio: Diário
Ver todasDurante a discussão da proposta, Marinho afirmou que o relator extrapolou suas prerrogativas ao impedir a análise da emenda rejeitada por ele. Para o senador do PL, a decisão cria um precedente que pode restringir o direito dos parlamentares de apresentar e votar propostas.
“Minha preocupação é que o relator não apenas usa sua prerrogativa e expele, repele, não aceita as emendas que foram apresentadas ao texto, que é da sua competência fazê-lo, mas faz uma proposta inusitada: na prática, o relator propõe que nós não tenhamos destaque, que não possamos destacar matérias que foram rejeitadas pelo relator ou que foram objetos de discussão”, declarou.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularO senador também acusou o governo de evitar o debate sobre a redução da maioridade penal e pediu que o plenário tivesse o direito de votar a emenda.
“A minha preocupação é o que o relator propõe, que, na prática, este plenário seja cerceado, emudecido, haja uma procrastinação, não se permite que a discussão aconteça porque ela constrange parte do plenário. Por que o governo não tem coragem de dizer que é contra a redução da maioridade penal? O que eu peço é que nos garanta o direito de legislar.”


