Zambelli lança vaquinha de R$ 50 e diz que Moraes "destruiu sua vida".
Ex-deputada Carla Zambelli afirma que decisões do ministro do STF a impedem de abrir conta bancária e receber salário na Itália

A ex-deputada federal Carla Zambelli pediu ajuda financeira por meio de uma comunidade paga, com mensalidade de R$ 50. Em vídeo publicado no Instagram nesta terça-feira (3/11), ela afirmou que decisões do ministro Alexandre de Moraes (STF) a impedem de abrir uma conta bancária e receber salário na Itália.
“Vim trazer essa situação pra vocês porque realmente já não tenho mais como resolver. Moraes destruiu a minha vida”, declarou Zambelli.
Segundo ela, o ministro bloqueou seus recursos e incluiu na Interpol uma acusação de invasão com prejuízo financeiro, o que, em sua avaliação, faz com que instituições financeiras se recusem a abrir uma conta bancária em seu nome.
A ex-deputada afirmou que precisa de uma conta bancária na Itália para receber pagamentos por trabalho. Como diz não conseguir abrir uma, criou uma comunidade na qual os interessados podem se inscrever por R$ 50 mensais.
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Ver todasEm contrapartida, prometeu oferecer conteúdos exclusivos sobre diferentes áreas de conhecimento e compartilhar relatos sobre sua experiência na prisão. “Se um dia você me admirou, eu peço a sua ajuda”, disse.
Condenações no Brasil
Zambelli acumula duas condenações criminais no Brasil. No processo sobre a invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão. A condenação transitou em julgado.
O governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada à Itália, mas a Justiça do país europeu negou o pedido. Na decisão, os magistrados consideraram que Moraes não poderia julgar o caso por ter atuado como “juiz e vítima” dos atos atribuídos a Zambelli.
Em outro processo, ela recebeu pena de 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso envolve a perseguição a um homem com uma arma em punho, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
No ano passado, após deixar o Brasil, Zambelli teve o nome incluído na lista vermelha da Interpol em decorrência da condenação pelo caso do CNJ


