Grande Angular

Projeto que permite câmeras de segurança em escolas do DF é aprovado

Texto foi aprovado nesta terça-feira (21/10), na CLDF. Projeto segue agora para a sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB)

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Foto colorida de câmera de segurança no Palácio da Alvorada - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de câmera de segurança no Palácio da Alvorada - Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Câmara Legislativa (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (21/10), um projeto de lei (PL) que garante a instalação de câmeras de segurança, com áudio, nas escolas e creches públicas do Distrito Federal.

De autoria dos deputados Thiago Manzoni (PL) e Roosevelt Vilela (PL), a proposta polêmica apenas conseguiu ser aprovada após uma alteração que tornou facultativa aos diretores das instituições de ensino a implementação do dispositivo.

Entre as determinações previstas, a proposta diz que, se instaladas, as câmeras devem permanecer em locais estratégicos e que o conteúdo captado durante as atividades seja acessado apenas mediante solicitação:

  • do Poder Judiciário ou do Ministério Público;
  • do docente, para refutar acusações acerca da própria conduta em sala de aula;
  • de órgãos da segurança pública, no caso de as imagens serem necessárias para investigação em curso.

Conforme o texto, os ambientes cobertos pelos equipamentos deverão expor placa informativa com a seguinte informação: “Este ambiente possui captação ininterrupta de áudio e vídeo por meio do Sistema de Registro de Atividades (SRA)”.

Na justificativa do PL, o deputado Thiago Manzoni declarou que a “educação brasileira tem vivido tempos de dificuldade, em que as escolas têm sido palco de desinteresse, indisciplina, doutrinações ideológicas e, em números cada vez maiores, de violência”.

O texto cita dados de 2019 que indicariam que mais da metade dos professores havia sofrido violência, “o que demonstra um claro avanço da indisciplina e da falta de respeito à autoridade do professor em sala de aula”. “Tal realidade tem roubado a paz desses profissionais e tornado, em muitos casos, impraticável o exercício da profissão”, disse.

O deputado cita também uma suposta “doutrinação ideológica. “Não é incomum que a conduta do profissional de educação em sala de aula também seja colocada em dúvida sob acusações que vão desde doutrinação ideológica até violências praticadas contra alunos”.

E completa: “Em ambos os casos, o gargalo para resolução das questões passa pela produção de provas concretas que possam servir para os professores comprovarem sua conduta ou para os pais exercerem autoridade sobre a educação de seus filhos”.

Segundo o distrital, “é necessária a implantação de um sistema semelhante às caixas pretas de avião, que possam registrar dados, sendo acessados apenas nos casos previstos em lei”.

Durante fala na tribuna, o deputado Roosevelt informou que o valor desembolsado para a implementação das câmeras pode girar em torno de R$ 12 milhões. O parlamentar, contudo, não informou de onde sairá o orçamento.

Discussão

A votação do projeto causou embate entre os deputados da base e da oposição. O texto, inicialmente, seria analisado na terça-feira última (14/10). Sem acordo, a proposta travou as demais votações daquele dia e fez com que a sessão ordinária terminasse sem apreciação de outros projetos.

Para a oposição do governo, a redação foi elaborada a fim de coibir e controlar a atuação de professores dentro da sala de aula, além de apresentar inseguranças jurídicas. A base do governo, no entanto, sustenta que a instalação das câmeras garante a segurança de docentes e alunos.

A votação foi acompanhada por professores, que gritavam das galerias contra a aprovação do polêmico projeto de lei. Os trabalhadores pediam para que temas como ventiladores, estrutura e valorização fossem analisados antes de qualquer outra iniciativa.

Apesar da tentativa de engavetar a proposta, o texto foi aprovado nesta terça-feira (21/10), com 15 votos a favor e 6 contra. Posicionaram-se contra a proposta os deputados Chico Vigilante (PT), Ricardo Vale (PT), Gabriel Magno (PT), Fábio Felix (PSol), Max Maciel (PSol) e Dayse Amarílio (PSB).

Apreciado pelo Plenário da CLDF, o projeto agora segue para sanção do chefe do Executivo local.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?