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Grande Angular

Professores e pais concordam com suspensão da volta às aulas presenciais

O governador Ibaneis Rocha e os secretários de Saúde e Educação decidiram adiar, por tempo indeterminado, o retorno nas escolas públicas

19/08/2020 15:01, atualizado 19/08/2020 15:59
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Higienização das escolas do DF para a retomada de aulas

As entidades que representam professores, pais e alunos das escolas públicas do Distrito Federal concordam com a decisão do Governo do Distrito Federal (GDF) de suspender, por tempo indeterminado, a volta às aulas presenciais.

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) classifica como correto o posicionamento, mas faz alertas sobre a necessidade de melhoria no atendimento on-line aos alunos.

“O governo deve investir para atender, de fato, os 120 mil alunos excluídos que não possuem nenhum equipamento eletrônico para acesso às aulas remotas e fornecer internet gratuita para todos, que, até o momento, não foi disponibilizada”, pontuou o diretor do Sinpro-DF Samuel Fernandes.

Também diretora da entidade, Rosilene Corrêa disse que é preciso se organizar para reparar os prejuízos provocados pela pandemia do novo coronavírus no aprendizado dos estudantes.

“Cobramos do secretário para que a gente comece imediatamente o debate pedagógico. Nós precisamos repensar os nossos conteúdos. Mesmo que em 2021 a pandemia esteja sob controle e tenha vacina, nós não podemos ignorar todos os prejuízos causados pela Covid-19 na vida escolar dos nossos alunos”, assinalou.

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Para o presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF (Aspa), Alexandre Veloso, a interlocução entre as secretarias de Educação e da Saúde é “de suma importância” nas decisões sobre as escolas. Veloso afirmou que, se for uma posição técnica, deveria ser estendida para a rede particular.

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Sala de aula
Professores e pais de alunos de escolas particulares do DF fazem carreata para reabertura das instituições
A volta às atividades presenciais nas escolas públicas do DF estava suspensa por tempo indeterminado
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A volta às atividades presenciais nas escolas públicas do DF estava suspensa por tempo indeterminado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Professores e pais de alunos de escolas particulares do DF fazem carreata para reabertura das instituições
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Professores e pais de alunos de escolas particulares do DF fazem carreata para reabertura das instituições

Jacqueline Lisboa/Esp. Metrópoles

Prudência

A decisão da suspensão da retomada das atividades presenciais na rede pública foi divulgada, na manhã desta quarta-feira (19/8), pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), em conjunto com os secretários de Educação, Leandro Cruz, e da Saúde, Francisco Araújo.

Embora a rede pública tenha realizado uma série de medidas a fim de impedir o contágio, como desinfecção e sanitização de mais de 90% das escolas públicas, Ibaneis e assessores diretos nas duas áreas acharam mais prudente adiar o retorno, antes previsto para ocorrer a partir do dia 31 de agosto.

“Tomamos todas as providências para o retorno. Mesmo assim, chegada a hora do início, e como os números ainda são preocupantes, nossa decisão vai ser a de suspender as aulas presenciais por tempo indeterminado. Ao mesmo tempo, estamos reforçando a estrutura das atividades on-line, tudo no sentido de causar o menor prejuízo possível para as famílias”, disse Ibaneis à coluna Grande Angular.

O governador declarou que não vai interferir no calendário de retorno das escolas privadas, e que essa decisão caberá às instituições particulares.

As aulas nos colégios pagos do DF estão suspensas por força judicial. Uma audiência de conciliação sobre o tema está marcada para esta quinta-feira (20/8).