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Presidente do Cidadania pede à PGR que investigue Pazuello por crise em Manaus

Roberto Freire menciona improbidade administrativa e prevaricação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, diante da crise vivida por Manaus

atualizado 15/01/2021 15:15

Pazuello anuncia aquisição de 100 milhões de doses da vacina 9Igo Estrela/Metrópoles

O Cidadania anunciou, nesta sexta-feira (15/1), que o presidente do partido, Roberto Freire, pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) investigação contra ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em razão da falta de oxigênio para pacientes, em Manaus (AM). A saúde da cidade está em colapso, e pacientes com Covid-19 tiveram de ser transferidos para outras unidades da Federação.

Segundo a legenda destacou, o ministro e a equipe dele foram avisados de que faltaria o suprimento para atender a pacientes em hospitais públicos de Manaus “e nada fizeram a respeito, omissão que levou à morte de doentes por asfixia”. Na representação, Freire mencionou prevaricação e improbidade administrativa.

“Já havia indícios de que a situação catastrófica era consequência, em grande parte, da gestão incompetente e claudicante do representado à frente da pasta da Saúde. Tal suspeita agora se confirma”, avaliou.

O procurador da República Igor da Silva Spíndola teria afirmado que o Ministério da Saúde fora alertado há pelo menos quatro dias de que faltaria oxigênio nos hospitais de Manaus. No entanto, nenhuma medida preventiva foi adotada pelo Ministério da Saúde, permanecendo a pasta comandada pelo representado inerte, aguardando o caos que era anunciado”, assinalou.

Na quinta-feira (14/1), o ministro da Saúde disse que o governo federal está trabalhando para entregar mais oxigênio a Manaus. “Manaus teve o pior momento da pandemia em abril do ano passado. Houve um colapso no atendimento, que foi revertido. Agora, estamos novamente numa situação extremamente grave em Manaus. Considero que, sim, há um colapso no atendimento de saúde em Manaus, a fila para leitos cresce bastante, estamos hoje com 480 pessoas na fila”, pontuou Pazuello.

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