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Grande Angular

Presidente da Amprev renuncia em meio a investigações

Jocildo Lemos publicou um comunicado nesta quarta-feira (11/2). Amprev é alvo de investigações da PF em caso envolvendo o Banco Master

Samara Schwingel, Isadora Teixeira11/02/2026 11:43, atualizado 11/02/2026 12:10
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Amprev/Divulgação
Presidente da Amprev renuncia em meio a investigações

O presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos, renunciou. Em comunicado publicado nesta quarta-feira (11/2), Lemos afirmou que deixa o cargo “para que a Justiça atue com total independência e para que fique plenamente comprovado que todos os procedimentos adotados sob minha gestão”.

A Amprev foi alvo da Operação Zona Cinzenta, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 6 de fevereiro.

“Seguindo com absoluto compromisso com a instituição, com os segurados e com a verdade dos fatos, apresento meu pedido de exoneração do cargo de Diretor-Presidente da Amprev. Faço isso para que a Justiça atue com total independência e para que fique plenamente comprovado que todos os procedimentos adotados sob minha gestão observaram rigorosamente a legalidade, permitindo a identificação e a responsabilização dos verdadeiros culpados”, escreveu Jocildo.

Ele ainda afirmou que tem “plena confiança na Justiça e na força dos fatos” e destacou que, enquanto estava na presidência, o patrimônio da Amprev “cresceu 41% entre 2023 e 2025, garantindo o pagamento de aposentados e pensionistas até 2059”.

Investigações

A ação da PF teve como foco investimentos realizados pela Amapá Previdência (Amprev) em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, que somam aproximadamente R$ 400 milhões.

Policiais federais cumpriram, em 6 de fevereiro, quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara Federal do Amapá. A ação buscava recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais capazes de esclarecer como foram aprovadas e executadas as aplicações financeiras.

A PF e o Ministério Público apuram se a autarquia foi formalmente alertada sobre os riscos das operações, se havia pareceres técnicos contrários e se esses alertas foram ignorados ou suprimidos no processo decisório.

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