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Pastor de Bolsonaro diz que discorda de nota da CLDF. “Escrita pelo PT”. Vídeo
O deputado distrital Thiago Manzoni (PL), que também é pastor de Jair Bolsonaro, discordou de posicionamento da CLDF em confusão com PM
atualizado
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O deputado distrital Thiago Manzoni (PL), que também presta assistência espiritual ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), se manifestou contra a nota da Câmara Legislativa (CLDF) sobre a confusão envolvendo Fábio Felix (PSol) e a Polícia Militar (PMDF).
Na segunda-feira (16/2), o deputado Fábio Felix foi atingido com um jato de spray de pimenta na cara enquanto falava com PMs sobre a prisão da organizadora do Bloco O Rebu. No mesmo dia, a CLDF divulgou uma nota de apoio ao parlamentar.
Na quarta-feira (18/2), Manzoni afirmou que os deputados não foram “perguntados sobre a nota”.
“Essa nota foi escrita por um deputado do PT que está na presidência da Câmara na ausência do presidente Wellington Luiz (MDB). Ele escreveu a nota e publicou em nome da Câmara, sem consultar nenhum dos deputados e sequer a Mesa Diretora”, afirmou Manzoni.
Em seguida, Thiago Manzoni disse que “está a favor da Polícia Militar”.
Entenda a confusão
- Na tarde de segunda-feira (16/2), durante o Bloco Rebu no Setor Comercial Sul, os cães farejadores da PMDF identificaram cheiro de maconha em pessoas que estavam no bloco;
- “Uma das organizadoras do evento foi informada sobre a situação e acompanhou a abordagem. Em seguida, outra organizadora solicitou que as pessoas presentes filmassem a ação policial e pediu que os abordados não fossem retirados do local”, informou a PMDF em nota.
- Na sequência, uma confusão se instalou e a coordenadora do bloco foi conduzida por obstruir o trabalho policial, segundo a PM.
- Ao saber da situação, o deputado distrital Fábio Felix (Psol) buscou mediar a confusão e conversar com a PM. Ao se aproximar de uma barreira instalada por policias foi atingido por um jato de spray de pimenta;
- A situação escalou e todos foram para a 5ª Delegacia de Polícia, que investigará o caso.
- A PM sustenta que o spray de pimenta foi uma resposta após o deputado ter encostado em um policial que estava na barreira. Fato que é negado pelo distrital.
- A Corporação informa que os fatos serão devidamente apurados pelos órgãos competentes, com observância aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e transparência que regem a Administração Pública.
Nota da CLDF
Na nota em questão, a CLDF condena a a atuaçao da polícia e afirma que Félix tentanva mediar uma uma solução para desentendimentos entre foliões e policiais, no Setor Comercial Sul.
“O Deputado foi surpreendido, sem razão alguma, com spray de pimenta em seu rosto. As cenas divulgadas pelos meios de comunicação e nas redes sociais não deixam dúvidas da atuação legítima e pacífica do Deputado, que estava ali brincando o Carnaval como qualquer brasileiro, mas como agente público sentiu-se no dever de tentar ajudar a desfazer a confusão que se instalou na redondeza”, afirma a nota assinada pelo deputado Ricardo Vale (PT), na condição de 1° Vice-presidente da CLDF no exercício da Presidência.
“A Câmara Legislativa do Distrito Federal presta sua solidariedade ao Deputado Fábio Felix e vai cobrar das autoridadades que a agressão seja investigada e os responsáveis sejam punidos”, finaliza o texto.










