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Parado há quase 2 anos, processo de Denarium e governador é retomado no TSE
Antonio Denarium e Edilson Damião, atual governador de Roraima, foram condenados no TRE por abuso de poder político e econômico nas eleições
atualizado
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O ex-governador de Roraima Antonio Denarium (Republicanos) e o atual chefe do Executivo local, Edilson Damião (União Brasil), voltam a ser julgados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico, nesta terça-feira (14/4). O recurso dos políticos contra as condenações à inelegibilidade e cassação está praticamente parado há quase dois anos na Corte Eleitoral, após pedidos de vista.
O Metrópoles apurou que a dupla estaria articulando um novo adiamento do processo. Se isso ocorrer, há chance do julgamento ser finalizado após o fim do mandato. Denarium renunciou ao cargo de governador para concorrer ao Senado em outubro de 2026.
Por enquanto, votaram pela manutenção da condenação a relatora, ministra Isabel Gallotti, e o ministro André Mendonça. O julgamento foi suspenso em novembro de 2025, após pedido de vista de Nunes Marques, que deverá apresentar o voto nesta terça-feira.
Em seguida, devem votar os ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto, Estela Aranha e Cármen Lúcia.
A demora nos julgamentos do TSE tem causado constrangimento no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao discutir o caso do Rio de Janeiro, após a cassação de Cláudio Castro (PL), o ministro Gilmar Mendes criticou o longo período para analisar o processo. “Demorou demais. Temos que metrificar o pedido de vista, do contrário, se transforma em ‘o perdido de vista’”, afirmou.
O caso de Roraima
Denarium e Damião foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) por usar programas sociais para obter voto nas eleições de 2022. A dupla teria utilizado o Cesta da Família e a Renda Cidadã para distribuição de benefícios a pessoas de baixa renda, incluindo cestas básicas e pequenas reformas em residências.
O TRE-RR também entendeu que houve abuso de poder político e econômico no uso intensivo de publicidade institucional, com promoção pessoal, e transferência de R$ 70 milhões a municípios geridos por aliados.
Além das condenações na Justiça Eleitoral, a gestão de Denarium foi marcada por operações policiais. Em 2023, a Polícia Federal deflagrou operação contra a irmã do então governador por suspeita de envolvimento em organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro fruto do comércio de ouro ilegal.
Em outro episódio, em 2024, a secretária de Saúde, Cecília Lorenzon, foi afastada por suspeita de fraudes em cirurgias ortopédicas.
