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MP quer ouvir PMs condenados pelo 8/1 sobre caso da Igreja Universal
A oitiva de três dos cinco PMs condenados pelo 8/1 depende de autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes
atualizado
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) quer ouvir três dos cinco policiais militares do DF condenados pelo 8 de Janeiro sobre um caso envolvendo a Igreja Universal.
O pedido de oitiva foi enviado à Corregedoria da Polícia Militar do DF (PMDF), que, em 9 de janeiro deste ano, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) liberação para os PMs serem ouvidos presencialmente na sede da Subchefia de Ordem Pública da corporação. A autorização depende do ministro Alexandre de Moraes.
O MP, por meio da 3ª Promotoria de Justiça Militar, investiga uma denúncia de que policiais militares teriam sido obrigados a participar do evento Formatura Geral dentro da igreja evangélica.
Agora, o promotor responsável, Flávio Milhomem, quer que os coronéis Fábio Augusto Vieira, Jorge Eduardo Naime e Marcelo Casimiro Vasconcelos sejam ouvidos.
Os três oficiais foram condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, por omissão nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Em julgamento realizado em dezembro de 2025, todos os ministros acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes, que decidiu pela condenação de cinco dos PMs a 16 anos de prisão e 100 dias-multa pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência, grave ameaça com emprego de substância inflamável contra patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima; deterioração de patrimônio tombado; e violação de dever contratual de garantir a ordem pública e por ingerência da norma. Outros dois policiais foram absolvidos.
Relembre o caso envolvendo a Igreja Universal
- Segundo denúncia recebida pelo MPDFT, policiais militares teriam sido forçados, em 2022, pelo comando do 6º Batalhão, a frequentar o evento religioso na sede da Igreja Universal, na Asa Sul.
- O MP apura suposta prática dos crimes de peculato; prevaricação; inobservância da lei, regulamento ou instrução; aplicação ilegal de verba ou dinheiro; abuso de confiança ou boa-fé; patrocínio indébito; usurpação de função, todos do Código Penal Militar, além da prática de improbidade administrativa prevista na Lei nº8.429/92.
- O MP também investiga se a Polícia Militar usou veículos oficiais, como ônibus, para transportar os policiais.
- O caso segue em investigação.
Oitivas
Apesar de condenados, os PMs ainda não começaram a cumprir pena e seguem em liberdade cumprindo medidas cautelares. No pedido a Moraes, a Corregedoria da PMDF informou que os militares serão ouvidos em três dias diferentes.
Moraes ainda não analisou o pedido.






