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MP quer ouvir PMs condenados pelo 8/1 sobre caso da Igreja Universal

A oitiva de três dos cinco PMs condenados pelo 8/1 depende de autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes

12/01/2026 13:12, atualizado 12/01/2026 15:14
Arte/Metrópoles
MP quer ouvir PMs condenados pelo 8/1 sobre caso da Igreja Universal

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) quer ouvir três dos cinco policiais militares do DF condenados pelo 8 de Janeiro sobre um caso envolvendo a Igreja Universal.

O pedido de oitiva foi enviado à Corregedoria da Polícia Militar do DF (PMDF), que, em 9 de janeiro deste ano, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) liberação para os PMs serem ouvidos presencialmente na sede da Subchefia de Ordem Pública da corporação. A autorização depende do ministro Alexandre de Moraes.

O MP, por meio da 3ª Promotoria de Justiça Militar, investiga uma denúncia de que policiais militares teriam sido obrigados a participar do evento Formatura Geral dentro da igreja evangélica.

Agora, o promotor responsável, Flávio Milhomem, quer que os coronéis Fábio Augusto Vieira, Jorge Eduardo Naime e Marcelo Casimiro Vasconcelos sejam ouvidos.

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Marcelo Casimiro durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos 8 de Janeiro de 2023, na Câmara Legislativa (CLDF)
Fábio Augusto Vieira
Jorge Eduardo Naime
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Jorge Eduardo Naime

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Marcelo Casimiro durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos 8 de Janeiro de 2023, na Câmara Legislativa (CLDF)
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Marcelo Casimiro durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos 8 de Janeiro de 2023, na Câmara Legislativa (CLDF)

André Bonifácio/Ascom Chico Vigilante
Fábio Augusto Vieira
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Fábio Augusto Vieira

Breno Esaki/Especial Metrópoles

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Os três oficiais foram condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, por omissão nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Em julgamento realizado em dezembro de 2025, todos os ministros acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes, que decidiu pela condenação de cinco dos PMs a 16 anos de prisão e 100 dias-multa pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência, grave ameaça com emprego de substância inflamável contra patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima; deterioração de patrimônio tombado; e violação de dever contratual de garantir a ordem pública e por ingerência da norma. Outros dois policiais foram absolvidos.


Relembre o caso envolvendo a Igreja Universal

  • Segundo denúncia recebida pelo MPDFT, policiais militares teriam sido forçados, em 2022, pelo comando do 6º Batalhão, a frequentar o evento religioso na sede da Igreja Universal, na Asa Sul.
  • O MP apura suposta prática dos crimes de peculato; prevaricação; inobservância da lei, regulamento ou instrução; aplicação ilegal de verba ou dinheiro; abuso de confiança ou boa-fé; patrocínio indébito; usurpação de função, todos do Código Penal Militar, além da prática de improbidade administrativa prevista na Lei nº8.429/92.
  • O MP também investiga se a Polícia Militar usou veículos oficiais, como ônibus, para transportar os policiais.
  • O caso segue em investigação.

Oitivas

Apesar de condenados, os PMs ainda não começaram a cumprir pena e seguem em liberdade cumprindo medidas cautelares. No pedido a Moraes, a Corregedoria da PMDF informou que os militares serão ouvidos em três dias diferentes.

Moraes ainda não analisou o pedido.