Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Grande Angular

Ligada a Tanure, Trustee foi intermediária em negócio de meio bilhão de reais do Master

A família Rezende Barbosa, ex-dona do Banco Voiter, emitiu debêntures para capitalização financeira do Master. Trustee era agente fiduciário

20/01/2026 18:55, atualizado 20/01/2026 20:20
Michael Melo/Metrópoles
Imagem colorida de sede do Banco Master

A Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários, apontada como gestora de fundos de Nelson Tanure, figurou como intermediária de um negócio de meio bilhão de reais envolvendo o Banco Master.

A instituição foi agente fiduciária na emissão de debêntures de R$ 470,5 milhões para a Banvox Holding Financeira, futuramente transferidas para a DV Holding Financeira. A garantia de fiança solidária foi feita pelos ex-sócios do Master Daniel Vorcaro, Augusto Lima e Maurício Quadrado. A família Rezende Barbosa, ex-dona do Banco Voiter, emitiu as debêntures para a capitalização financeira do Master.

Os debenturistas destituíram a Trustee da função por entender que a administradora deixou de tomar medidas para decretar o vencimento antecipado das debêntures, quando os fiadores não pagaram os valores no prazo acordado. Segundo o processo, um dos controladores da Trustee Holding Financeira era justamente Maurício Quadrado. A situação configuraria “flagrante conflito de interesse”, de acordo com os autores da ação.

Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A família Rezende Barbosa denunciou duas vezes a inadimplência do grupo, que chegou a ter bens bloqueados em abril de 2025. No último pedido feito à Justiça de São Paulo, como mostrou o Metrópoles, a família ex-dona do Voiter cobra pagamento de R$ 247,3 milhões. A solicitação, protocolada em dezembro de 2025, ainda não foi analisada.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular

Tanure, Vorcaro, Augusto Lima e a Trustee são investigados na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Tanure é apontado como “sócio oculto” do Banco Master, além de destinatário de operações de fundos suspeitos, o que é negado pelo investidor.