Lei aprovada na CCJ beneficia condenado na Caixa de Pandora
Projeto de minirreforma eleitoral determina que inelegibilidade deve ser contada a partir da 1ª condenação proferida por órgão colegiado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (21/8), um projeto de lei complementar (PLC) que muda as regras sobre a inelegibilidade.
Caso vire lei, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PL), por exemplo, poderá ser beneficiado pela norma e ser liberado para concorrer nas eleições de outubro de 2026, quando se encerra o prazo de 12 anos contados a partir da primeira condenação colegiada contra ele. Como o político a sentença é de julho de 2014, o tempo expiraria no mesmo mês de 2026.
A minirreforma eleitoral determina que a inelegibilidade deverá ser contada a partir da primeira condenação proferida por órgão colegiado, “vedada a incidência de nova restrição à elegibilidade, ainda que tenham sido impostas sanções ulteriores mais gravosas”.

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Ver todasO projeto aprovado na CCJ também prevê a unificação de condenações por inelegibilidade, de forma que o prazo máximo para proibição de concorrer a cargo público seja de 12 anos.
Os senadores favoráveis à minirreforma eleitoral defendem que as regras atuais “perpetuam” a inelegibilidade. A proposta agora segue, em regime de urgência, para análise do Plenário do Senado.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularA 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a condenação de Arruda à perda dos direitos políticos por oito anos, em julgamento em 9 de julho de 2014, no âmbito do processo decorrente da Operação Caixa de Pandora.
O ex-governador foi acusado de comprar apoio político da ex-deputada Jaqueline Maria Roriz e do marido dela, Manoel Costa de Oliveira Neto, com dinheiro que seria oriundo de propina paga por empresas de informática.





