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Justiça do DF nega liminar a homem que corre risco de ficar cego

Edinilson dos Santos aguarda há mais de um mês por cirurgia que pode restabelecer a visão do olho direito, machucado por um caco de vidro

atualizado 11/06/2021 12:52

Edinilson dos SantosReprodução/WhatsApp

Um homem que corre o risco de ficar cego do olho direito tenta, por meio da Justiça do Distrito Federal, pôr um fim na espera pela cirurgia que pode restabelecer a sua visão.

No último dia 2 de junho, a desembargadora Soníria Rocha Campos D’Assunção negou pedido de liminar para determinar à Secretaria de Saúde do DF que indicasse, em 24 horas, hospital e médico para o procedimento. O processo judicial segue em andamento.

O representante comercial Edinilson Soares dos Santos, 36 anos, contou à coluna Grande Angular que sofreu um acidente doméstico no dia 17 de abril deste ano, quando seu olho direito foi atingido por um caco de vidro. “Desde então, não enxergo de um olho. Estou sem trabalhar e aguardando a cirurgia para retornar”, disse.

Relatório médico de uma oftalmologista do Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF), expedido na quarta-feira (9/6), destaca que Santos foi submetido a uma cirurgia de sutura no mesmo dia em que foi atendido, mas não houve melhora da visão.

Após passar por uma ecografia ocular, o representante comercial foi encaminhado ao Centro Brasileiro de Visão (CBV) para tratamento de urgência, através da rede conveniada do governo, no dia 4 de maio. O Hospital de Base não tem equipamento ou material necessário para a cirurgia, segundo o relatório.

Há mais de um mês, Santos aguarda a realização de vitrectomia posterior, procedimento que tenta reposicionar a retina do olho. Apesar de não haver garantia de melhora da visão mesmo com a cirurgia, quanto mais rápido o procedimento for realizado, maior é a possibilidade de recuperação, de acordo com a análise médica.

Ao julgar o pedido de liminar, no início de junho, a desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) justificou falta de documentação que “ateste, objetivamente, a urgência do procedimento requerido”.

“Utrossim, em cognição adstrita à análise do pedido liminar, tem-se que o seu deferimento implicaria desrespeito à fila de pacientes que estão em idêntica situação do impetrante, ou até mesmo com risco maior e concreto de perda da visão”, escreveu a magistrada.

A coluna acionou a Secretaria de Saúde, o Iges-DF e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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