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Israel chama ativista brasiliense de “fã do Hezbollah”; família rebate
Thiago Ávila viaja rumo a Gaza junto a outros ativistas. Nas redes sociais, ministério de Israel falou sobre o brasiliense
atualizado
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O Ministério das Relações Exteriores de Israel usou as redes sociais nesta terça-feira (30/9) para falar sobre o ativista brasiliense que viaja rumo a Gaza. Na publicação, a pasta afirma que Thiago Ávila é “fã do Hezbollah”. Familiares negam.
Ávila está entre o grupo de ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg, que navega rumo a Gaza a fim de “levar ajuda humanitária”. As embarcações já foram atacadas por drones, mas seguem a viagem.
Na publicação, o ministério ainda diz que os ativistas rejeitaram “todas as propostas de compromisso, inclusive as do Papa.”
“Não se trata de ajuda, eles não se importam com os civis. É tudo uma questão de provocação. O resto de nós tenta convergir para a proposta do presidente Trump de acabar com o conflito”, completa o texto.

Procurados, familiares de Thiago dizem que a afirmação de Israel é uma “distorção da realidade”.
“Acredito que essa fala é mais uma na linha deles de descredibilizar os participantes distorcendo a realidade absolutamente. Mas a verdade e que eles não tem nada contra nenhum deles. São pessoas lindas e puras”, afirma a irmã de Thiago, Luana Ávila.
Quem é Thiago Ávila
O brasiliense, de 38 anos, é um dos integrantes da Coalizão Flotilha da Liberdade, cujo objetivo é levar ajuda humanitária à Palestina.
Ele começou a jornada como ativista em 2005 e já esteve no Líbano, onde mostrou, em fevereiro último, como as cidades do país ficaram após ataques de Israel.
Ávila também compartilha nas mídias sociais relatos sobre os projetos dos quais participa e mostra a realidade de regiões em contexto de guerra.
Em 2024, o ativista compareceu ao velório do líder do grupo Hezbollah, Seyyed Hassan Nasrallah, e participou de uma conferência internacional em Teerã, capital do Irã, onde prestou condolências aos iranianos e ao país pelo falecimento do então presidente, Ebrahim Raisi, em maio passado.
Ainda naquele ano, Ávila viajou com outros ativistas em um barco até Gaza, também para levar ajuda humanitária à região. Contudo, novamente, a missão não pôde ser concluída.














