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Deputados pedem ao Brasil ajuda a ativistas que viajam rumo a Gaza
Ativista brasiliense Thiago Ávila, Greta Thunberg e outros estão navegando para Gaza. Eles dizem que vão levar ajuda humanitária
atualizado
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Um grupo de 37 deputados assinou documento que pede ao governo federal ajuda para os tripulantes da Global Sumud Flotilla (GSF). O grupo de ativistas, incluindo o brasiliense Thiago Ávila (foto em destaque) e a sueca Greta Thunberg, navega rumo a Gaza a fim de “levar ajuda humanitária”. As embarcações já foram atacadas por drones.
De acordo com o documento, há 17 brasileiros no grupo. Os parlamentares pedem que a União “envie embarcações equipadas para auxiliar na proteção à Flotilla e garantir resgate aos brasileiros que integram a missão”.
Segundo o documento, há uma deputada e uma vereadora entre os brasileiros que viajam rumo a Gaza. “Cabe registrar que, entre eles, encontram-se lideranças políticas e sociais brasileiras de reconhecida atuação pública, como a Deputada Federal Luizianne Lins (PT/CE), a vereadora Mariana Conti (PSOL – Campinas/SP), a dirigente estadual do PSOL/RS, Gabrielle Tolotti, o militante do PSOL
Nicolas Calabrese”.
Os deputados relembram os ataques sofridos pela coalização. Em 23 de setembro, os barcos foram atacados por drones sete vezes. Foi o terceiro ataque realizado contra o grupo.
“Diante da gravidade da situação envolvendo nacionais brasileiros e considerando a longa tradição do país na defesa dos direitos humanos e do multilateralismo, o Brasil não pode se omitir”, diz o documento.
A deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS) é a autora da iniciativa, que teve apoio de parlamentares como Erika Kokay (PT-DF) e Sâmia Bonfim (PSol-SP).
Endereçado ao presidente Lula (PT), ao Itamaraty e ao Ministério da Defesa, o documento ainda pede o Brasil denuncie os ataques sofridos pela Flotilla.
Procuradas, as pastas não se manifestaram sobre possível envio de ajuda ao grupo. O espaço segue aberto.
Manifestação de Israel
Nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores de Israel se manifesta contra a aproximação da Flotilla. O ministério acusa o grupo de ser ligado ao Hamas.
“A flotilha do Hamas recusa a proposta de Israel de descarregar ajuda pacificamente na Marina de Ashkelon, nas proximidades. Em vez disso, escolhe o caminho ilegal — navegar para uma zona de combate e violar o bloqueio naval legal. Isso prova seu verdadeiro objetivo: servir ao Hamas em vez de entregar ajuda aos civis de Gaza”, disse, em uma publicação.
