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Homem que jogou carro contra Palácio da Justiça vira réu: "Inconformismo político"

Diante da tentativa de atentado ao Poder Judiciário, MPF denunciou Luiz Antônio Iurkiewiecz por crime contra a Segurança Nacional

21/01/2021 16:24, atualizado 21/01/2021 17:27
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Divulgação/PMDF
Homem joga carro contra Palácio da Justiça

A 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal aceitou a denúncia ao homem que jogou o carro contra o Palácio da Justiça, em 15 de novembro de 2020. Com a decisão da última segunda-feira (18/1), Luiz Antônio Iurkiewiecz tornou-se réu.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Iurkiewiecz por crime contra a Segurança Nacional. Segundo as investigações, ele lançou o Renault Duster de encontro à portaria principal da sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília, com objetivo de promover um atentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas errou o prédio. Ele foi preso, à época do episódio.

O MPF disse que o homem protestava em discordância ao que considera uma ditadura do Judiciário e queria mostrar uma “ruptura institucional”. De acordo com a denúncia, o réu confessou expressamente ter agido por inconformismo político.

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O veículo foi retirado do local às 5h30
Palácio da Justiça, sede do MJSP
Renault Duster  sem motorista invadiu espelho d'água do Palácio da Justiça
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Renault Duster sem motorista invadiu espelho d'água do Palácio da Justiça

Polícia Militar/Divulgação
O veículo foi retirado do local às 5h30
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O veículo foi retirado do local às 5h30

Divulgação/PMDF
Palácio da Justiça, sede do MJSP
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Palácio da Justiça, sede do MJSP

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O carro do acusado caiu da rampa de acesso ao prédio e parou no espelho d’água, o que evitou estragos maiores. Ele tinha uma espingarda calibre 12, duas espadas, um arco, sete flechas de madeira e dois canivetes.

Para o MPF, ficou comprovado o inequívoco perigo de lesão ao regime democrático do Estado de Direito, pois Iurkiewiecz pretendia “não só intimidar as autoridades judicantes, mas também incentivar outras pessoas a praticarem atos violentos que atentem contra a ordem”.

“Encontram-se presentes os pressupostos processuais e condições da ação, podendo-se extrair de todo o arrazoado, e do conjunto probatório reunido até o presente momento, elementos que evidenciam a materialidade do(s) crime(s) e indícios de autoria, os quais justificam a instauração do processo penal”, escreveu o juiz federal Umberto Paulini, que recebeu a denúncia.

Insurreição

A denúncia do MPF citou que um site mantido pelo acusado tem diversas postagens em que defende insurreição e manifesta a irresignação com a ordem estabelecida. Uma das publicações diz: “Eu, Luiz Antonio Iurkiewiecz, filho de Sebastião Iurkiewiecz e Érica Stein, brasileiro, declaro guerra a este sistema e aos mercenários do Parlamento e juro, por Deus, pela família e pela bandeira que lutarei até a morte, para erradicar essa vergonha do seio da pátria”.

A investigação apontou que o homem alugou o carro em uma empresa localizada na cidade de Lages, em Santa Catarina, com objetivo de vir ao DF e promover um atentado contra o STF.

A coluna não conseguiu contato com a defesa de Iurkiewiecz. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.