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GDF envia equipe a São Paulo para agilizar empréstimo no FGC
O ministro do STF Luiz Fux homologou acordo entre as partes para viabilizar o empréstimo para salvar o BRB, que enfrenta crise após o Master
atualizado
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O Governo do Distrito Federal (GDF) enviou equipe a São Paulo para agilizar o empréstimo solicitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, disse ao Metrópoles que o grupo vai atender a todas as demandas do FGC para concluir a operação.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux homologou acordo com representantes do governo federal, FGC, Banco Central e GDF para viabilizar o empréstimo com objetivo de evitar a quebra do BRB.
O BRB enfrenta grave crise após comprar carteiras de crédito falsas do Banco Master. O balanço referente ao ano de 2025 não foi entregue no prazo exigido, em março, porque o banco precisava primeiro reforçar o caixa e não apresentar dados negativos que poderiam inviabilizar o funcionamento da instituição financeira.
A solução costurada no STF consiste no empréstimo de até R$ 6,5 bilhões para o BRB via FGC. Outros bancos darão a fiança necessária para a operação e o GDF apresentará contrapartidas referentes às cotas das quais tem direito nos Fundos de Participação dos Municípios e dos Estados.
Não haverá qualquer aval do governo federal, o que era solicitado pelo GDF inicialmente. A União se comprometeu a viabilizar, no âmbito do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF), os limites necessários para que a operação ocorra.
O governo distrital deverá promover arrocho nas contas públicas, além de estar proibido de conceder aumentos salariais e novos concursos públicos porque tem percentual acima do permitido para a relação entre receitas e gastos.
O BRB disse que a eventual operação de crédito “ainda dependerá da análise do plano de negócios e das condições técnicas exigidas pelo Fundo Garantidor de Créditos”.
BRB vai pagar, diz Celina
A governadora do DF, Celina Leão (PP), ressaltou que, sem a capacidade de diálogo da AGU e do Ministério da Fazenda, o acordo jamais poderia ser feito. “É a solução menos danosa”, resumiu.
Celina declarou que o BRB pagará o empréstimo. “Sempre deu lucro. E dará ainda mais, com compliance, responsabilidade, com transparência. E chamando todas aquelas pessoas que saíram do BRB, que fecharam suas contas no BRB, que retornem ao Banco de Brasília. Porque aqui nós temos taxas competitivas, nós temos um banco que faz um trabalho social e é um banco regional”, afirmou.





