Observadora do cenário político do DF, lança luz nos bastidores do poder na capital.

GDF aposta em campanha ostensiva para evitar lockdown em Ceilândia

Integrantes do primeiro escalão investem em medidas de conscientização para frear crescimento do vírus na cidade mais afetada pela Covid-19

atualizado 05/06/2020 10:47

Integrantes do GDF estão focados em conscientizar a comunidade de Ceilândia para que, nos próximos dias, as pessoas se isolem em casa e evitem a transmissão acelerada do coronavírus.

A cidade será fiel à balança que vai medir a severidade de medidas com grande impacto para todo o Distrito Federal.

A maior e mais populosa região administrativa do DF é a que lidera o ranking de contaminados (1.565) e de mortos (39) pela Covid-19.

O governador Ibaneis Rocha cogitou, no início da semana, fazer lockdown e isolar Ceilândia dos demais endereços da capital do país na expectativa de conter o avanço da doença.

A equipe do chefe do Executivo local ponderou que a medida drástica na mesma semana em que o governo liberava o funcionamento de parques, a realização de missas e a abertura de shoppings poderia ser politicamente  interpretada de forma equivocada.

Ibaneis concordou, mas orientou a equipe a fazer de tudo para que Ceilândia freasse os números de contaminação.

Escritório de crise

Foi, então, que a equipe montou um escritório de crise na cidade e o administrador de Ceilândia, Marcelo Piauí, cedeu uma sala para o secretário de Saúde, Francisco Araújo, despachar de lá, perto do desafio que enfrentará.

A medida simbólica veio cercada de ações que podem ajudar a diminuir os índices de crescimento da Covid-19 na cidade.

Entre as iniciativas, a administração contratou carros de som para rodar toda a região com uma dura mensagem
Ouça:

O administrador mandou lacrar 16 campos de futebol e cortou a iluminação das áreas a fim de evitar aglomerações.

A ideia dos assessores mais próximos de Ibaneis é que as ações sejam suficientes, porque, do contrário, a tendência será o fechamento absoluto do comércio e a determinação de que as pessoas fiquem em casa.

O raciocínio de integrantes do primeiro escalão do GDF é que, se o governo “fechar Ceilândia”, terá de fazer o mesmo com outras localidades. Seria um enorme desgaste cerrar a cidade e deixar moradores de outras à vontade para frequentar shoppings e parques.

Por isso, todo esforço será feito para que esta decisão não seja tomada. E, se a alternativa for esta, os conselheiros de Ibaneis vão tentar convencê-lo de que tudo deve parar e não apenas a região administrativa mais afetada pela pandemia.

A boa notícia é que a taxa de isolamento social de Ceilândia melhorou um pouco — passou de 31% para 36%. Quem sabe seja um sinal de que a campanha de conscientização esteja começando a surtir efeito.

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