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“Federalização e privatização não estão em pauta”, diz presidente do BRB
Souza disse à imprensa que o plano principal é criar um fundo de investimento imobiliário com os nove imóveis públicos listados pelo GDF
atualizado
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Após reunião que durou quase 12 horas com deputados distritais, nesta segunda-feira (2/3), o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, disse que “federalização e privatização não estão em pauta”.
Em declaração à imprensa, o executivo disse que “qualquer banco fortalecido, como o BRB, é uma joia da coroa”. “Só sobraram cinco bancos estaduais no Brasil: Barisul, Banco do Estado do Espírito Santo, do Sergipe, do Pará e o BRB. O mais forte é o BRB – é um produto que todo mundo quer. Mas com certeza não está nas opções do Banco de Brasília. Nós queremos banco forte, sólido e que cuide do povo do Distrito Federal e região”, pontuou.
Sobre o projeto de lei que autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF) a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e usar nove imóveis públicos para fortalecimento econômico e financeiro do BRB, o presidente do banco declarou que o texto “está bem elaborado” e que as dúvidas são referentes aos terrenos listados.
Souza disse à imprensa que o plano principal é criar um fundo de investimento imobiliário com os nove imóveis públicos listados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no PL nº 2175/2026.
“Mudança do texto não, já está bem elaborado. Mas o que precisa e ficou claro na nossa conversa agora é pegar os imóveis, definir local, valor e com relação ao desembaraço, no aspecto legal, para que possam ser constituídos no fundo [de investimento imobiliário]”, afirmou.
Próximos passos
Os deputados distritais vão se reunir a partir das 14h30 desta terça-feira (3/3) para discutir o PL nº 2175/2026 e definir se a proposta entrará na pauta do mesmo dia.
O presidente do BRB declarou aos deputados distritais que, se o PL não for aprovado, o banco poderá “parar de operar, do ponto de vista regulatório”.
A data considerada limite para o BRB reforçar o patrimônio e o capital social é 31 de março. O Banco Central determinou provisionamento de ao menos R$ 2,6 bilhões para cobrir os prejuízos com o Banco Master.
De acordo com o presidente, as provisões relacionadas à situação do banco giram em torno de R$ 8 bilhões.
