Exército confirma desmobilização do acampamento no QG: "Espontânea"
Manifestantes têm deixado acampamento, de forma espontânea, após quase dois meses de movimento contra a posse de Lula (PT)

O Exército confirmou que o acampamento montado em frente ao Quartel-General em Brasília está sendo desmobilizado, após quase dois meses de movimento que questiona a eleição de Lula (PT) como presidente da República.
Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército informou à coluna, nesta quarta-feira (28/12), “muitos manifestantes têm deixado o local de forma espontânea”.
Os militares do Comando Militar do Planalto auxiliam na desmontagem das estruturas que foram abandonadas na área do Setor Militar Urbano, segundo o Exército, para melhorar “a circulação e segurança do local”.

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Frequência de envio: Diário
Ver todas“Por fim, ressalta-se que todas as ações têm sido conduzidas em estreita coordenação com os órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), com os quais se mantém permanente integração”, disse.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularO Metrópoles já havia noticiado que manifestantes começaram a deixar o acampamento, na terça-feira (27/12). Integrantes de grupos de extrema direita chegaram a questionar a informação, que agora é confirmada pelo Exército.
O Exército se comprometeu com o GDF a desmontar o acampamento até o dia 1º, quando Lula (PL) tomará posse. A transição do governo federal quer a desmobilização dos manifestantes nos próximos dias por questão de segurança. O chefe da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, foi elencado como interlocutor do GDF com a transição.
Movimento
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) começaram a se reunir em frente a unidades do Exército no dia 30 de outubro, em Brasília e outras capitais, logo após o resultado do segundo turno das eleições que apontou Lula como vitorioso na disputa pela Presidência da República.
Os bolsonaristas, autointitulados “patriotas”, pedem “socorro” às Forças Armadas para impedir a posse do petista e garantir que Bolsonaro permaneça na Presidência. Porém, eles não receberam nenhum apoio dos militares e o movimento foi perdendo força.
A notícia de que Bolsonaro viajará para os EUA esta semana e deverá ficar fora do Brasil por meses desanimou uma parte do grupo. Outra parte dos “patriotas” acredita que Bolsonaro não viajará ou que a viagem é parte de uma “estratégia” política.





















