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Grande Angular

Ex-presidente do BRB pediu ao STF acesso à auditoria sobre o Master

Defesa afirma que relatório foi concluído e enviado à PF, ao STF e a órgãos reguladores, mas advogados ainda não tiveram acesso

11/09/2026 17:32
Breno Esaki/Metrópoles
Paulo Henrique Costa

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso ao relatório final de uma auditoria independente que apurou as negociações entre a instituição financeira de Brasília e o Banco Master. A defesa afirma que o material já foi concluído e encaminhado à Polícia Federal (PF), ao STF e a órgãos reguladores, mas os advogados ainda não tiveram acesso ao conteúdo.

A petição foi apresentada em 25 de agosto de 2026 ao ministro do STF André Mendonça. O documento veio a público após o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinar a Mendonça a retirada do sigilo das investigações sobre o Master que tramitam na Corte.

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Segundo a defesa, o BRB realizou uma auditoria independente sobre as negociações com o Master, conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados, com suporte técnico da Kroll Associates Brasil. O trabalho foi contratado para apurar irregularidades apontadas pela Operação Compliance Zero.

A defesa afirma que, em abril de 2026, o próprio BRB comunicou a conclusão dos trabalhos. Segundo a petição, a Comissão Independente de Investigação recebeu o relatório final e encaminhou o material à Polícia Federal para eventual adoção das medidas cabíveis.

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Os advogados afirmam ainda que informações públicas indicam que o material também chegou ao STF e a órgãos reguladores e fiscalizadores. A defesa sustenta que o relatório já foi produzido e concluído e que, por isso, integra os elementos documentados da investigação.

Mesmo assim, os advogados afirmam que ainda não tiveram acesso ao relatório. Na petição, eles pedem ao STF acesso aos elementos já documentados sobre a auditoria e a disponibilização integral do relatório final da investigação independente.

Preso na Papuda

Paulo Henrique Costa cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF, durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

O ex-executivo é investigado por suspeita de integrar um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em parceria com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo as investigações da Polícia Federal, Paulo Henrique Costa permitiu que o BRB realizasse operações financeiras e aquisições sem o devido lastro e em descumprimento das normas de governança para favorecer o Banco Master.

Ele também é suspeito de negociar R$ 146,5 milhões em vantagens indevidas e de receber pagamentos que incluíram pelo menos seis imóveis de luxo, avaliados em cerca de R$ 74,6 milhões, por meio de empresas de fachada e fundos de investimento.