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Ex confessa feminicídio de Thaís Campos. Ele comprou arma há meses

A dentista Thaís Campos foi morta a tiros pelo ex. Osmar de Sousa Silva afirmou que bebeu no dia do crime e que adquiriu a arma por R$ 5 mil

atualizado 21/06/2021 19:19

A vítima é a cirurgiã-dentista Thais da Silva CamposReprodução/Instagram

Osmar de Sousa Silva, ex-companheiro da cirurgiã-dentista Thaís Campos, 27 anos, confessou em depoimento ter cometido o feminicídio da jovem, na noite de domingo (20/6). Ele foi preso por policiais da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), na tarde desta segunda-feira (21/6).

Segundo o delegado-chefe da 13ª DP, Hudson Maldonado, Osmar Silva confessou, com detalhes, como assassinou a ex-mulher com tiros à queima-roupa. Ele afirmou ter comprado a arma usada no crime há alguns meses, por aproximadamente R$ 5 mil.

Durante o interrogatório, o assassino confesso se disse arrependido do assassinato. Porém, os policiais do caso não se convenceram de que o homem realmente se arrependeu de cometer o feminicídio.

“Osmar disse ter feito uso de bebidas alcoólicas durante todo o dia de domingo e ter comprado a arma de fogo já há alguns meses, por pouco mais de R$ 5 mil. Falou ter chegado e, sem proferir uma única palavra, iniciou os disparos no rosto da ofendida. Se disse arrependido, o que não nos convenceu. Ele está, agora, em prisão temporária decretada pelo Judiciário, pelo prazo de 30 dias”, afirmou o delegado.

Confira a declaração do delegado-chefe da 13ª DP:

Osmar e Thaís estavam separados há aproximadamente cinco meses. Os dois têm uma filha de 2 anos. A criança está na casa de um familiar, em Planaltina.

Thaís foi morta com tiros à queima-roupa, às 18h35 de domingo. Imagens da câmera de segurança da casa, localizada em Sobradinho, mostram o momento do crime. A jovem foi atingida por pelo menos três disparos. Osmar fugiu em um Honda Civic branco. Ele foi preso quando se preparava para apresentar-se espontaneamente, na tarde de segunda-feira.

Osmar foi alvo de uma denúncia envolvendo a Lei Maria da Penha, em 2016. A ocorrência foi registrada por uma outra mulher, no Paranoá, segundo informações da Polícia Civil do DF (PCDF).

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Servidora pública

Thaís era servidora da Secretaria de Saúde do DF desde 2013. Ela era técnica de higiene dental (THD) e, atualmente, estava lotada na Unidade Básica de Saúde 3, da Fercal.

Em nota, a secretaria lamentou a morte da servidora. “Thaís era tida pelos amigos e colegas de trabalho como uma pessoa linda, nos mais diversos sentidos. Era uma ótima companhia. Mesmo quando enfrentava problemas em sua vida pessoal, estava sempre disposta e alegre. Será lembrada como uma pessoa agradável e lutadora”, pontuou.

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