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Detran terá que explicar por que negou credencial de vaga a criança com Down

TCDF deu 30 dias para o Detran-DF se manifestar. Caso chegou à Corte após denúncia por meio da ouvidoria

atualizado

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Tribunal de Contas do Distrito Federal TCDF Brasília DF Metrópoles 2
1 de 1 Tribunal de Contas do Distrito Federal TCDF Brasília DF Metrópoles 2 - Foto: <p>Hugo Barreto/Metrópoles<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div> </p>

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) deu 30 dias para o Departamento de Trânsito (Detran-DF) explicar o motivo de ter negado uma credencial de estacionamento para criança com Síndrome de Down. O requerimento foi aprovado pelos conselheiros na sessão de 4 de março.

O processo chegou à Corte por meio de denúncia feita na ouvidoria. Em novembro de 2025, o  TCDF determinou que o departamento emitisse a credencial e desse à criança o mesmo tratamento dado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O Tribunal ainda frisou que o Detran deveria “cessar o comportamento institucional discriminatório, sem justificativa plausível, entre os grupos de pessoas com deficiência na expedição de credencial”.

Em resposta, o departamento concedeu a credencial ao menino e disse que “não adota prática discriminatória e que está em processo contínuo de revisão e aprimoramento de seus protocolos internos”.

O conselheiro Renato Rainha, relator do processo, acatou a manifestação da área técnica do Tribunal e do Ministério Público de Contas junto ao TCDF e entendeu que é preciso haver um “aprofundamento” do caso.

“A emissão indevida de credencial, sem comprovação idônea da restrição da mobilidade, pode acarretar a redução de vagas especiais, prejudicando o grupo que a legislação visa tutelar, violando o direito à acessibilidade. O MPC, ao reforçar a importância da oitiva do  Detran, destaca que a decisão de mérito terá repercussão para todos dentro da esfera administrativa do Detran, uma vez que se refere à uniformização de tratamento de todos os indivíduos com T21, e não apenas do caso concreto”, detalhou no voto.

Rainha votou para dar 30 dias para o Detran se manifestar e prestar esclarecimentos sobre o processo de obtenção de credencial para pessoas com deficiência. A decisão foi referendada pelos outros conselheiros do Tribunal.

Procurado, o Detran-DF ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.

 

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