TCDF determina retorno de 5 neonatologistas ao Hospital de Santa Maria
Os profissionais haviam sido reacolados em outros hospitais públicos do DF
atualizado
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O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou o retorno de cinco médicos profissionais em neonatologia, ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A determinação foi feita após uma denúncia protocolada pelo Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF). A decisão é de terça-feira (4/3).
Os neonatologistas haviam sido remanejados para os hospitais regionais do Gama (HRG) e de Taguatinga (HRT), sendo três deles para o HRT, que possui um déficit de 538 horas semanais, e os outros dois foram para o HRG, que tem déficit de 151 horas.
O tribunal entendeu que não houve eficácia significativa na distribuição dos neonatologistas a outros hospitais e que a falta dos profissionais no HRSM prejudica o atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do hospital. “Sem os cinco neonatologistas também ficaria com escalas incompletas e os bebês em situação de risco aumentado”, destacou o presidente do SindMédico, Gutemberg Fialho.
Segundo o tribunal, não havia comprovação do cumprimento das diretrizes estabelecidas no âmbito da Decisão nº 553/2021 do TCDF, que exigem comprovar uma motivação concreta e individualizada, ausência de prejuízo aos serviços do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), responsável pela gestão do HRSM, e aumento na eficiência dos atendimentos.
“O tribunal entendeu que não houve ganho de eficiência. Em vez disso, aumentou o risco para os pacientes com a alocação inadequada dos servidores já escassos, o que pode comprometer a continuidade do serviço público”, analisou o presidente do sindicato.
Entenda
Em setembro de 2025 com o objetivo de minimizar a falta de neonatologistas nas salas de parto públicas do Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) começou a remanejar profissionais. Porém, a transferência ameaçava deixar os hospitais desfalcados e sem equipes para garantir o nascimento seguro de bebês. Por isso, segundo servidores, havia risco de fechamento de leitos.
Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) ainda não se pronunciou. O espaço segue aberto.
