
Deputado da bancada da bala confronta motoqueiro: “Quem é vagabundo?”.
Vídeo mostra discussão de Paulo Bilynskyj (PL-SP), candidato à reeleição, com motociclista em São José do Rio Preto, na terça-feira (22/9)

Deputado federal e candidato à reeleição, Paulo Bilynskyj (PL-SP) confrontou um motociclista durante uma discussão no trânsito, em São José do Rio Preto (SP), na terça-feira (22/9).
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o parlamentar questionando o homem: “Quem é vagabundo?”. Segundo Bilynskyj, o motociclista havia chamado uma integrante de sua equipe de campanha de “vagabunda”.
Nas imagens, os dois discutem enquanto o semáforo está vermelho. Ao ser questionado pelo deputado, o motociclista responde: “Todo mundo, cambada de vagabundo”. Bilynskyj insiste na pergunta, e o homem retruca: “Não sei, você é?”.
Em seguida, o parlamentar chama o motociclista de “trouxa, zé ruela” e grita próximo ao ouvido dele. O vídeo também mostra Bilynskyj tentando colocar a mão na moto.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular
Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular
Frequência de envio: Diário
Ver todasO que Bilynskyj alega?
O deputado afirmou ao Metrópoles que Eliete, de 62 anos, integrante de sua equipe de campanha, foi chamada de ‘vagabunda’ pelo homem que aparece nas imagens. Segundo ele, ela ficou em estado de choque após a ofensa.
“Diante da ofensa, o parlamentar interveio para defendê-la, uma vez que a colaboradora, uma idosa, ficou em estado de choque com a agressão. O parlamentar também foi agredido verbalmente”, declarou.
Bilynskyj afirmou ainda que repudia a agressão verbal e presta apoio a Eliete para que ela avalie as medidas cabíveis.
Embora o deputado tenha afirmado que a colaboradora foi chamada de “vagabunda”, a discussão registrada no vídeo gira em torno do uso do termo masculino “vagabundo”.
Histórico na Polícia Civil
Antes de assumir o mandato de deputado federal, Paulo Bilynskyj atuou como delegado da Polícia Civil de São Paulo.
Em maio de 2020, ele foi atingido por seis tiros no apartamento onde morava, em São Bernardo do Campo (SP). No mesmo episódio, Priscila Delgado de Bairros, que estava com o parlamentar, morreu após ser atingida por um disparo no peito.
A Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que Priscila efetuou os disparos contra Bilynskyj e, em seguida, cometeu suicídio. A Justiça arquivou o inquérito policial.
Na esfera administrativa, a Corregedoria da Polícia Civil abriu procedimentos disciplinares para apurar condutas do então delegado.
Em junho de 2022, o Conselho da Polícia Civil aprovou uma proposta de demissão por infrações funcionais relacionadas à veiculação de propaganda comercial e a conduta incompatível com o cargo.
Bilynskyj afirmou que as apurações tinham motivação política. Ele deixou de exercer a função policial ao assumir o mandato de deputado federal.



