
Paulo CappelliColunas

Deputado da bancada da bala quer liberar armas dentro de aviões
Projeto do deputado Paulo Bilynskyj (PL) autoriza embarque armado em voos comerciais para quem possui porte nacional de arma
atualizado
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Presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, o deputado Paulo Bilynskyj (PL) apresentou projeto de lei que autoriza o embarque armado em aeronaves civis a pessoas com porte de arma de fogo válido em todo o território nacional.
Segundo o texto, o detentor do porte poderá embarcar portando a arma desmuniciada e desalimentada, acompanhada da respectiva munição. Em casos em que a natureza do serviço exigir, agentes públicos poderão embarcar com a arma municiada, desde que apresentem ordem de missão e após avaliação da autoridade aeroportuária competente.
Na justificativa, Bilynskyj afirma que o objetivo é autorizar o embarque armado em voos comerciais realizados no território nacional aos detentores de porte com validade nacional, em especial agentes públicos que exercem funções de segurança e proteção. O parlamentar sustenta que a medida se justifica pelo “relevante interesse público”, voltado à segurança nacional e à preservação da ordem.
O deputado cita que os profissionais que seriam contemplados pelo projeto — como integrantes das Forças Armadas, da Força Nacional de Segurança Pública, das polícias federal, rodoviária federal, civis, militares e legislativas, além de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) — exercem atividades de risco e têm o dever de agir mesmo fora do horário de serviço.
“Compatível com o interesse público”
Bilynskyj argumenta que o despacho obrigatório das armas no compartimento de carga pode representar risco à segurança pública em caso de extravio e comprometer a atuação de agentes em missões oficiais. O texto prevê que a guarda pessoal da arma no interior da aeronave é “mais segura, eficiente e compatível com o interesse público”.
A proposta também prevê que o embarque armado não dispensa a atuação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Polícia Federal na regulamentação, fiscalização e definição de protocolos específicos de segurança aeroportuária.
O projeto foi apresentado em 7 de outubro de 2025 e ainda aguarda designação de relator.