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Deputado acusa petista de quebra de decoro após fala sobre fuzilamento

Deputado distrital acionou presidência da Câmara dos Deputados contra o líder do PT, Lindbergh Farias, que afirmou ser alvo de fake news

atualizado

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES
Líder do PT Lindbergh Farias três pontos
1 de 1 Líder do PT Lindbergh Farias três pontos - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

O deputado distrital Daniel de Castro (PP) acionou a presidência da Câmara dos Deputados e pediu a instauração de um processo disciplinar contra o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (foto em destaque). A representação popular por quebra de decoro parlamentar, protocolada nessa terça-feira (26/8), faz menção ao discurso no qual o deputado federal falou sobre fuzilamento de “traidores da pátria”, citando os Estados Unidos.

No plenário da Câmara, o petista anunciou projeto de lei de autoria dele que propõe pena de 20 a 40 anos de prisão para quem cometer “crime de alta traição à pátria”. Lindbergh disse, na ocasião, que “há lugares no mundo em que esse delito é tratado com fuzilamento”.

“Senhores podem pensar que é exagero. Em vários estados norte-americanos, o crime de traição à pátria, em alguns estados como Utah, é fuzilamento (sic). É assim que se trata traidor da pátria”, afirmou. Veja:

Quebra de decoro

No documento encaminhado à presidência da Câmara, Daniel de Castro declarou que a fala do petista se referia aos presos pelos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro, embora Lindbergh não cite esse caso no trecho do discurso divulgado.

“Tais declarações configuram inequívoca quebra de decoro parlamentar, pois atentam contra a dignidade da Câmara dos Deputados e ferem de forma direta os valores democráticos que o Parlamento deve resguardar. […] ao propor a execução sumária de cidadãos brasileiros, o deputado não apenas violou o decoro parlamentar, mas também afrontou princípios basilares do Estado Democrático de Direito”, argumenta o distrital.

Daniel de Castro pede que a presidência da Câmara encaminhe ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, a fim de que seja avaliada a instauração de processo disciplinar contra o Lindbergh.

Ao Metrópoles, Lindbergh disse que é alvo de fake news. “No dia em que o Celso Amorim estava na comissão, chamei o 8 de Janeiro de de alta traição nacional. Sou autor de um PL para tipificar esse crime, que não existe no Brasil. Aí eu disse: vocês que lutam tanto pelos Estados Unidos precisam saber que lá tem estado em que traição é tratada com fuzilamento. Não estou defendendo fuzilamento de ninguém, não. É mentira”, declarou.

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