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Defesa de Virginia rebate acusação do MPDFT: "Ilações"

O MPDFT processou a influenciadora Virginia Fonseca e a casa de apostas Blaze. Órgão pediu indenização de R$ 120 milhões

09/07/2026 14:54, atualizado 09/07/2026 15:03
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Virginia Fonseca na CPI das Bets

A defesa de Virginia Fonseca rebateu as acusações feitas pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) na ação civil pública ajuízada contra a influenciadora. Segundo nota divulgada nesta quinta-feira (9/7), a ação civil “deve estar amparada em provas concretas, e não em presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora”.

O MP pediu que Virginia e a casa de apostas Blaze sejam condenadas a pagar um valor mínimo de R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos. O processo foi protocolado no Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) na quarta-feira (9/7), conforme revelou a coluna.

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Segundo o promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, que assina a petição inicial, Virginia é o “braço operacional da captação” de uma casa de apostas, “executando a mensagem enganosa e induzindo à aposta”.

Na petição, o promotor afirmou que, “ao recomendar produtos e serviços, os influenciadores induzem o público a adotar comportamentos alinhados ao estilo de vida que promovem. Essa credibilidade transforma as recomendações em verdadeiros selos de aprovação, gerando uma expectativa legítima nos consumidores. O endosso da influenciadora ultrapassa a mera opinião, conferindo uma garantia implícita de qualidade, fundamentada na confiança construída com a audiência”.

A ação tramita na 7ª Vara Cível de Brasília. Ainda não há decisão.

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O MP pediu que Virginia e a casa de apostas Blaze sejam condenadas a pagar um valor mínimo de R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos
A ação cita induzimento abusivo da influenciadora no jogo entre Argentina e Cabo Verde
Em 2025, Virginia Fonseca prestou depoimento na CPI das Bets do Senado Federal que investigou apostas on-line
Na época, foram mais de 3h de depoimento, em que ela exibiu a marca de uma de suas empresas para mais de 500 mil pessoas que acompanhavam a sessão por meio de uma transmissão governamental
A influencer Virginia Fonseca é alvo de uma ação civil pública do MPDFT pela divulgação de casa de apostas
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A influencer Virginia Fonseca é alvo de uma ação civil pública do MPDFT pela divulgação de casa de apostas

Instagram/Reprodução
O MP pediu que Virginia e a casa de apostas Blaze sejam condenadas a pagar um valor mínimo de R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos
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O MP pediu que Virginia e a casa de apostas Blaze sejam condenadas a pagar um valor mínimo de R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos

Reprodução/Instagram @virginia
A ação cita induzimento abusivo da influenciadora no jogo entre Argentina e Cabo Verde
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A ação cita induzimento abusivo da influenciadora no jogo entre Argentina e Cabo Verde

Reprodução/redes sociais.
Em 2025, Virginia Fonseca prestou depoimento na CPI das Bets do Senado Federal que investigou apostas on-line
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Em 2025, Virginia Fonseca prestou depoimento na CPI das Bets do Senado Federal que investigou apostas on-line

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Na época, foram mais de 3h de depoimento, em que ela exibiu a marca de uma de suas empresas para mais de 500 mil pessoas que acompanhavam a sessão por meio de uma transmissão governamental
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Na época, foram mais de 3h de depoimento, em que ela exibiu a marca de uma de suas empresas para mais de 500 mil pessoas que acompanhavam a sessão por meio de uma transmissão governamental

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Leia a nota da defesa de Virginia na íntegra:

“A defesa de Virginia Fonseca tomou conhecimento, por meio da imprensa, nesta quinta-feira (9/7), da Ação Civil Pública. As alegações serão respondidas tecnicamente nos autos.

Contudo, cabe destacar que a própria petição inicial reconhece a existência de diligências ainda pendentes, incluindo a requisição de contratos e outras informações relevantes. Esses documentos são essenciais para o completo esclarecimento dos fatos, especialmente quanto à natureza do vínculo, à forma de remuneração e aos limites da atuação publicitária de Virginia Fonseca.

A defesa entende que o MPDFT poderia ter aguardado a conclusão das apurações instauradas pelo próprio órgão, o que certamente daria outro rumo à demanda.

A defesa refuta as alegações manifestadas na ação, especialmente qualquer afirmação de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores. A responsabilização civil deve estar amparada em provas concretas, e não em presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora.

A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no Poder Judiciário e prestará todos os esclarecimentos nos autos, oportunidade em que demonstrará, de forma técnica e documentada, a improcedência dos pedidos formulados contra Virginia Fonseca”.