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Grande Angular

Caso Virginia e Blaze: servidores do MP se infiltraram entre clientes

O Ministério Público do DF pediu condenação de Virginia e da Blaze ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos

09/07/2026 11:59, atualizado 09/07/2026 13:12
Reprodução
Virginia veste look inspirado no Brasil ao mostrar presente de Dia dos Namorados

Servidores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se “infiltraram” entre clientes da Blaze para capturar provas da ação civil pública apresentada pelo órgaõ contra  a plataforma de aposta e a influenciadora Virginia Fonseca. O documento foi obtido pelo Metrópoles.

“Para viabilizar a coleta e a análise das práticas publicitárias da Blaze, servidores do MPDFT cadastraram-se na plataforma da investigada. O objetivo foi monitorar as comunicações promocionais e de marketing da operadora, garantindo a preservação da cadeia de custódia digital”, diz a peça.

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O MP pediu que Virginia e a casa de apostas Blaze sejam condenadas a pagar um valor mínimo de R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos
A ação cita induzimento abusivo da influenciadora no jogo entre Argentina e Cabo Verde
Em 2025, Virginia Fonseca prestou depoimento na CPI das Bets do Senado Federal que investigou apostas on-line
Na época, foram mais de 3h de depoimento, em que ela exibiu a marca de uma de suas empresas para mais de 500 mil pessoas que acompanhavam a sessão por meio de uma transmissão governamental
A influencer Virginia Fonseca é alvo de uma ação civil pública do MPDFT pela divulgação de casa de apostas
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A influencer Virginia Fonseca é alvo de uma ação civil pública do MPDFT pela divulgação de casa de apostas

Instagram/Reprodução
O MP pediu que Virginia e a casa de apostas Blaze sejam condenadas a pagar um valor mínimo de R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos
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O MP pediu que Virginia e a casa de apostas Blaze sejam condenadas a pagar um valor mínimo de R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos

Reprodução/Instagram @virginia
A ação cita induzimento abusivo da influenciadora no jogo entre Argentina e Cabo Verde
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A ação cita induzimento abusivo da influenciadora no jogo entre Argentina e Cabo Verde

Reprodução/redes sociais.
Em 2025, Virginia Fonseca prestou depoimento na CPI das Bets do Senado Federal que investigou apostas on-line
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Em 2025, Virginia Fonseca prestou depoimento na CPI das Bets do Senado Federal que investigou apostas on-line

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Na época, foram mais de 3h de depoimento, em que ela exibiu a marca de uma de suas empresas para mais de 500 mil pessoas que acompanhavam a sessão por meio de uma transmissão governamental
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Na época, foram mais de 3h de depoimento, em que ela exibiu a marca de uma de suas empresas para mais de 500 mil pessoas que acompanhavam a sessão por meio de uma transmissão governamental

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Segundo o promotor de Justiça que assina o pedido, Paulo Roberto Binicheski, “os documentos evidenciam que a Blaze adota uma estratégia sistemática de envio ostensivo e direcionado de e-mails aos consumidores cadastrados”.

“A prática incentiva ativamente a realização de apostas por meio de ofertas com linguagem persuasiva, senso de urgência artificial”, enfatiza.

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O MP pede que Virginia e a casa de apostas Blaze sejam condenadas a pagar um valor mínimo de R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos.

De acordo com a ação, Virginia é o “braço operacional da captação” de uma casa de apostas, “executando a mensagem enganosa e induzindo à aposta”.

Na petição, o promotor afirmou que “ao recomendar produtos e serviços, os influenciadores induzem o público a adotar comportamentos alinhados ao estilo de vida que promovem. Essa credibilidade transforma as recomendações em verdadeiros selos de aprovação, gerando uma expectativa legítima nos consumidores. O endosso da influenciadora ultrapassa a mera opinião, conferindo uma garantia implícita de qualidade, fundamentada na confiança construída com a audiência”.