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BRB pede à Justiça que patrimônio de Vorcaro e outros réus seja usado em indenização

Petição assinada pelo escritório Machado Meyer pede que os donos do Master sejam condenados pela venda de “carteiras podres” ao BRB

atualizado

metropoles.com

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Arte/Metrópoles
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1 de 1 brb_master_05 - Foto: Arte/Metrópoles

O Banco de Brasília (BRB) processou o Banco Master e pediu indenização pela venda das carteiras de crédito “podres” ou inexistentes. O documento da Machado Meyer, obtido pelo Metrópoles, foi protocolado na 13ª Vara Cível de Brasília na segunda-feira (13/4).

O escritório de advocacia responsável pela defesa do BRB pediu que o patrimônio dos donos do Master e de pessoas relacionadas às supostas fraudes das carteiras “também se sujeite à condenação imposta ao Master, viabilizando a efetiva recomposição dos prejuízos gerados ao BRB“.

Nesse processo, são apontados como réus: o Banco Master, Daniel Vorcaro, João Carlos Mansur, Daniel de Faria Jerônimo Leite, Daniel Monteiro, bem como os fundos Bandeirante, Asterope FIP, Victoria FIM, 963 FIM, Siracusa, Borneo, Casamata, Delta e Deneb.

Conforme revelado pelo Metrópoles, o BRB movimentou R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde o dia 1º de julho de 2024. A investigação da Polícia Federal (PF) apontou que cerca de R$ 12 bilhões seriam referentes a ativos inexistentes.

Na petição apresentada este mês à Justiça, o Banco de Brasília pede que, caso não seja acolhido o pedido de utilizar o patrimônio das pessoas físicas a fim de se ressarcir o banco, que os envolvidos “sejam condenados solidariamente pelos prejuízos experimentados pelo BRB, na medida em que atuaram direta ou indiretamente na prática do ilícito, concorrendo para sua execução e perpetuação”.

O pedido de indenização foi realizado no processo em que a 13ª Vara Cível de Brasília determinou o bloqueio e arresto das ações do banco que estavam em posse de pessoas ligadas ao Banco Master e à Reag, ambos liquidados pelo Banco Central. A decisão é de fevereiro deste ano.

“Ressalta-se que o total de ações arrestadas possuem o valor de R$ 376,4 milhões, sendo certo que, conforme já demonstrado nestes autos, os prejuízos totais causados ao BRB pelos atos ilícitos aqui discutidos deve alcançar valor bilionário, razão pela qual o arresto das ações em si não é suficiente para a garantia da futura indenização”, completaram os advogados.

Os pedidos ainda serão analisados pela Justiça. O BRB enfrenta grave crise após comprar ativos podres do Master. O banco precisa fazer um provisionamento de aproximadamente R$ 8,8 bilhões, de acordo com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza.

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