BRB: DF pede que União seja obrigada a dar garantias para empréstimo
O GDF acionou o Supremo Tribunal Federal novamente após não conseguir viabilizar empréstimo com o FGC para salvar o BRB

O Governo do Distrito Federal (GDF) ingressou com uma nova ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu que a União seja obrigada a dar as garantias que viabilizariam o empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O documento assinado pela Procuradoria-Geral do DF (PGDF) foi protocolado no STF na quarta-feira (2/9).
O Executivo local tenta destravar o empréstimo para socorrer o Banco de Brasília (BRB) após grave situação financeira gerada pela crise do Banco Master. Em maio deste ano, protocolou uma ação STF para tentar um acordo com o FGC.
Segundo o acordo, em contrapartida ao empréstimo, bancos dariam a fiança ao negócio, e o GDF ofereceria como contragarantias as cotas às quais têm direito nos fundos de participação dos estados e dos municípios. O aval dos bancos, no entanto, não veio. Deste então, o andamento do acordo está travado.

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Ver todasNo novo documento, o GDF afirmou que, mesmo três meses após a homologação de um acordo no próprio STF, a União “não editou o ato de viabilização dos limites a que se obrigou; o FGC não submeteu o pleito ao órgão competente nem deliberou em qualquer sentido; e o Banco Central não se pronunciou sobre os atos de sua alçada, embora tenha fixado ao BRB cronograma de recomposição prudencial”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande AngularO GDF pediu que o STF conceda uma tutela de urgência para obrigar a União a viabilizar o empréstimo em um prazo de 10 dias úteis.
“A União não se obrigou a examinar nem a envidar esforços, mas a viabilizar o que fosse necessário para que a operação ocorresse. Em 28/05/2026, bastava a acomodação de limites no Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF), porque a garantia viria do sindicato. Frustrada definitivamente a fiança, e exigindo o financiador segurança que o Distrito Federal sozinho não pode constituir, o necessário passou a incluir a garantia da União. Interpretar o compromisso de modo a excluir precisamente o ato de que a operação passou a depender equivale a esvaziá-lo”, afirmou o GDF.
Ao se manifestar, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu pelo menos cinco dias para analisar o caso. “A pretensão é de elevada complexidade e assenta em interpretação que não se sustenta diante do texto da autocomposição celebrada de boa-fé pela União perante esse Supremo Tribunal Federal”.
A AGU afirmou que, no acordo homologado anteriormente para destravar o empréstimo, se estabeleceu que a operação se realizaria “sem que haja aval da União”. Por isso, o novo pedido do GDF “contraria justamente aquilo que o Distrito Federal pactuou e submeteu à homologação há poucos meses”.
“Diante da gravidade das consequências que podem advir de decisão proferida sem o contraditório, requer a União a concessão de prazo não inferior a 5 dias para manifestação prévia ao exame do pedido de tutela de urgência”, finalizou a AGU.
Ainda não houve decisão do STF.





