Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Grande Angular

BRB demite pedófilo que sequestrou menina: "Não vamos tolerar", diz presidente do banco

O presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, disse que servidor preso por sequestrar e estuprar menina de 12 anos será demitido

29/06/2023 17:11, atualizado 29/06/2023 19:33
Reprodução
Imagem colorida de homem branco com camisa azul e óculos. Rapaz é suspeito de pedofilia no DF

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, disse, nesta quinta-feira (29/6), que o servidor preso por sequestrar e estuprar criança de 12 anos será demitido imediatamente.

“Tomamos conhecimento dos fatos hoje. Não vamos tolerar nenhum tipo de assédio, em especial o sexual e contra menor de idade. Vamos encerrar o vínculo empregatício dele com a instituição financeira imediatamente”, afirmou o presidente do BRB à coluna Grande Angular.

Daniel Moraes Bittar (foto em destaque), 42 anos, atuava como analista de TI do BRB desde 2015. Ele foi preso, na noite dessa quarta-feira (28/9), após sequestrar uma criança de 12 anos, abusar sexualmente dela e mantê-la como refém em seu apartamento, na Asa Norte.

BRB demite pedófilo que sequestrou menina: “Não vamos tolerar”, diz presidente do banco - destaque galeria
6 imagens
Por meio das redes sociais, ele também defendia o fim da cultura do estupro
Daniel Moraes foi preso na noite de quarta-feira (28/6)
Suspeito manteve a vítima em cárcere, no apartamento dele, na 411 Norte
Na casa dele, polícia encontrou vídeos e revistas pornográficas
Daniel é escritor e trabalhava como analista de TI em um banco
Daniel fazia postagens contra pedofilia
1 de 6

Daniel fazia postagens contra pedofilia

Reprodução
Por meio das redes sociais, ele também defendia o fim da cultura do estupro
2 de 6

Por meio das redes sociais, ele também defendia o fim da cultura do estupro

Reprodução
Daniel Moraes foi preso na noite de quarta-feira (28/6)
3 de 6

Daniel Moraes foi preso na noite de quarta-feira (28/6)

Reprodução
Suspeito manteve a vítima em cárcere, no apartamento dele, na 411 Norte
4 de 6

Suspeito manteve a vítima em cárcere, no apartamento dele, na 411 Norte

Reprodução
Na casa dele, polícia encontrou vídeos e revistas pornográficas
5 de 6

Na casa dele, polícia encontrou vídeos e revistas pornográficas

Reprodução
Daniel é escritor e trabalhava como analista de TI em um banco
6 de 6

Daniel é escritor e trabalhava como analista de TI em um banco

Reprodução

A coluna apurou que Bittar estava lotado, desde 2015, no Núcleo de Sistemas Externos (Nuext) do BRB. Ele trabalhava das 12h às 18h. O último dia em que compareceu ao serviço foi na quinta-feira (22/6). Na sexta-feira (23/6), ele estava de abono.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular

Entre segunda (26/6) e essa quarta-feira (28/6), ele não foi ao trabalho e justificou a falta por “necessidade de acompanhamento de saúde da mãe”.

Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Bittar passou em concurso público e foi nomeado para o cargo em 2015. Depois da prisão, foi afastado preventivamente, mas o presidente do BRB decidiu demiti-lo por justa causa de forma imediata, diante do fato de não haver dúvidas sobre a autoria do grave crime e em razão da vasta materialidade do delito. Também considerou o dever de defesa dos princípios e valores constitucionais da administração pública.

O caso

A criança estava a caminho da escola, por volta das 12h30, quando foi abordada por Bittar. Ele dirigia um Ford EcoSport preto e obrigou a menina a entrar no carro dele. A comparsa do criminoso também estava no veículo.

A dupla de sequestradores parou perto da Cidade Ocidental (GO), também no Entorno do DF, dopou a criança e a colocou dentro de uma mala, onde a vítima ficou até chegar ao apartamento de Bittar, na Asa Norte. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o criminoso arrasta a mala com a menina dentro, até chegar na porta do apartamento.

A menina de 12 anos foi encontrada algemada pelos pés, deitada em uma cama. A Polícia Militar de Goiás (PMGO) informou que a vítima foi encontrada consciente, mas abalada, bastante machucada, com sinais de violência sexual e que ela precisou ser levada ao hospital, para receber atendimento.

A menina afirmou que o criminoso a molestou, tocou-lhe as partes íntimas e a obrigou a acariciar os órgãos genitais dele, enquanto era filmada. A gravação teria sido enviada para a mulher que participou do crime.

A criança revelou que o criminoso a molestou, tocou-lhe as partes íntimas e a obrigou a acariciar os órgãos genitais dele, enquanto era filmada. A gravação teria sido enviada para Gesiely, segundo a polícia.

Rede de pedofilia

Daniel Moraes Bittar, 42 anos, pode fazer parte de organização criminosa que divulga vídeos pornográficos e incentiva a pedofilia, segundo a PMDF.

No local onde a menina foi resgatada, na casa do criminoso, na 411 Norte, os policiais encontraram uma estrutura completa para gravações de vídeos, além de diversos objetos sexuais.

“Existem fortes indícios de que [o investigado] tenha feito outras vítimas, pois, na casa dele, encontramos muitos materiais de pornografia, um ambiente preparado para filmagens, além de inúmeros objetos que dão a entender que ele pode fazer parte de algum tipo de organização que produz e divulga vídeos de pornografia, pedofilia e [comete] uma série de outros crimes”, declarou o tenente-coronel da PMGO Alessandro Arantes, responsável pelas operações da corporação no caso.

Nas mídias sociais, Daniel fingia combater a pedofilia para não ser descoberto, segundo as investigações. Ele, inclusive, teve o cuidado de sair do Distrito Federal, onde poderia ser conhecido, para cometer o crime em Goiás.

Chefe da 5ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), em Luziânia (GO), Rafael Abrão afirma que Daniel premeditou o crime e monitorava, havia alguns dias, a escola onda a criança estuda, à procura busca de possíveis alvos para o sequestro. Para isso, ele usava, inclusive, objetos como binóculos.

Na data do crime, ele teria escolhido a menina de 12 anos entre as vítimas que ele considerava “vulneráveis” — no caso, as que não estavam acompanhadas por pais ou responsáveis.