Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Grande Angular

Bancos públicos e privados serão fiadores de empréstimo do BRB. Veja quais

Banco de Brasília receberá R$ 6,5 bilhões para se reerguer. Valor será cedido pelo FGC mediante aporte dos seis maiores bancos do país

28/05/2026 21:23, atualizado 28/05/2026 22:03
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
BRB - Metrópoles

Os seis maiores bancos do país serão fiadores do empréstimo concedido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ao Banco de Brasília (BRB). O valor aportado na instituição do Distrito Federal será de, aproximadamente, R$ 6,5 bilhões.

Os bancos fiadores do empréstimo integram o segmento S1 do FGC e se dividem entre instituições públicas e privadas. Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e BTG participarão da fiança.

Com esses seis bancos fiando o empréstimo, conclui-se que o risco da transação fica com as instituições, e não com o FGC, que vai ceder os valores ao BRB. Ainda serão definidas as quantias que cada banco irá aportar ao negócio.

O acordo de empréstimo do FGC ao BRB foi firmado nesta quinta-feira (28/5), em audiência entre representantes do GDF e da União, mediada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os valores oriundos dos atos ilícitos envolvendo o Banco Master serão prioritariamente direcionados ao pagamento do empréstimo.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular

Sobre a reunião

  • A reunião desta quinta-feira foi a segunda entre o GDF e representantes da União organizada pelo ministro Luiz Fux, no STF.
  • A audiência teve como objetivo tratar da grave crise do BRB em decorrência da compra de ativos podres do Banco Master.
  • A primeira reunião ocorreu na terça-feira (26/5), quando teve início a negociação para o GDF obter o empréstimo.
  • Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), a iniciativa visa tranquilizar os correntistas do BRB.

Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O advogado-geral da União substituto Flávio José Roman reitera que o empréstimo seguirá os limites da resolução do Senado Federal e flexibilizará o limite para operações de crédito do DF, hoje de 3% da Receita Corrente Líquida, até o limite de 16%, refletindo nos R$ 6,5 bilhões necessários ao BRB.

“O que se firmou hoje é um acordo […] com espírito republicano, sem olhar se o governador é de direita ou esquerda, ou de ideologia alguma, mas buscando o melhor para aqueles que residem no DF”, afirmou Roman.