Grande Angular

Atividades econômicas são liberadas em Ceilândia após 11 dias de suspensão

Estabelecimentos foram impedidos de funcionar a partir de 9 de julho para frear a disseminação do novo coronavírus

atualizado

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Pessoas nas ruas de Ceilândia durante a pandemia do novo coronavírus
1 de 1 Pessoas nas ruas de Ceilândia durante a pandemia do novo coronavírus - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

As atividades econômicas em Ceilândia e no Sol Nascente/Pôr do Sol suspensas há 11 dias voltam a funcionar a partir desta segunda-feira (20/7). O Governo do Distrito Federal (GDF) quer intensificar a fiscalização contra o desrespeito aos protocolos de prevenção ao contágio do novo coronavírus.

Está em vigor o Decreto nº 40.939, de 2 de julho de 2020, que estabelece a liberação de toda atividade comercial e industrial no DF, exceto eventos, campeonatos esportivos e atividades coletivas de cinema, teatro, culturais, boates e casas noturnas. Isso também valerá para as duas regiões.

O mesmo ato determina que todos os estabelecimentos abertos devem observar os protocolos e medidas de segurança recomendados pelas autoridades sanitárias, que incluem distância mínima de 2 metros entre as pessoas e uso de equipamentos de proteção individual, especialmente a máscara de proteção facial em vias públicas.

Veja imagens da região durante a pandemia: 

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A Secretaria de Saúde recomenda que as pessoas só saiam de casa em caso de necessidade
Centro de Ceilândia é um dos principais pontos de aglomeração do DF
Segundo especialistas, a máscara é um item fundamental de segurança
Aglomerações são pontos de infecção da doença
Para o Sindicato dos Médicos, a população está relaxando nas medidas de segurança sanitária
Ceilândia é uma das cidades com maior número de óbitos
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Ceilândia é uma das cidades com maior número de óbitos

HUGO BARRETO/METRÓPOLES
A Secretaria de Saúde recomenda que as pessoas só saiam de casa em caso de necessidade
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A Secretaria de Saúde recomenda que as pessoas só saiam de casa em caso de necessidade

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Centro de Ceilândia é um dos principais pontos de aglomeração do DF
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Centro de Ceilândia é um dos principais pontos de aglomeração do DF

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Segundo especialistas, a máscara é um item fundamental de segurança
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Segundo especialistas, a máscara é um item fundamental de segurança

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Aglomerações são pontos de infecção da doença
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Aglomerações são pontos de infecção da doença

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Para o Sindicato dos Médicos, a população está relaxando nas medidas de segurança sanitária
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Para o Sindicato dos Médicos, a população está relaxando nas medidas de segurança sanitária

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O uso de máscara nas ruas do DF é obrigatório. Quem não usar corre risco inclusive de ser multado
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O uso de máscara nas ruas do DF é obrigatório. Quem não usar corre risco inclusive de ser multado

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Idosa com máscara no centro de Ceilândia
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Idosa com máscara no centro de Ceilândia

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O DF Legal fiscaliza o uso de máscara no DF
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O DF Legal fiscaliza o uso de máscara no DF

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No DF, 179.823 foram infectadas até 16/9
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No DF, 179.823 foram infectadas até 16/9

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Moradores na rua: aglomerações, apesar da Covid-19
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Moradores na rua: aglomerações, apesar da Covid-19

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Ainda havia gente sem máscara nas ruas de Ceilândia
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Ainda havia gente sem máscara nas ruas de Ceilândia

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Economia em queda

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), Francisco Maia, disse que Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol são as regiões onde há mais lojas em situação financeira ruim e mais desemprego. “Os pequenos negócios não estão conseguindo se erguer por falta de acesso ao crédito”, afirmou.

A entidade espera que os empresários cumpram as regras sanitárias para o comércio não ser fechado novamente. “O governo também deve conscientizar a população para evitar aglomerações”, ponderou.

“O comércio precisa abrir pra sobreviver, gerar empregos e renda, mas não pode ser colocado nos lojistas [a culpa pelo] o aumento da contaminação, argumento usado para o fechamento”, pontuou.
Fiscalização

A Vigilância Sanitária afirmou que uma reunião será realizada nesta segunda-feira (20/7) para redefinir a abrangência da fiscalização no DF. E a ideia, segundo o órgão, é manter a operação de rotina e intensificá-la onde há maiores riscos e incidência de casos.

Ceilândia e Sol Nascente têm, juntos, 10.469 infectados pelo novo coronavírus, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do DF divulgado na noite desse domingo (19/7). O número de mortos chegou a 227. É o maior entre as regiões administrativas da capital do país.

Desde 27 de maio, houve 150 interdições, 124 comércios fechados compulsoriamente e 23 autos de infração lavrados, no valor de R$ 3.628 cada, em Ceilândia e no Sol Nascente/Pôr do Sol. Para ajudar a manter a população fora das margens de contágio, Polícia Militar, Ibram, Detran, DER, Corpo de Bombeiros, Procon e equipes das administrações regionais, entre outros órgãos, mantêm a fiscalização.

Segundo o GDF, diariamente, mais de 300 agentes de 13 órgãos estão nas ruas para garantir que medidas protetivas sejam adotadas contra a proliferação do novo coronavírus.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) suspendeu, a partir de 9 de julho, as atividades nas cidades para conter a disseminação da Covid-19. Com essa decisão, ficaram impedidos de funcionar academias de esporte, museus, parques, shoppings, feiras, clubes, cultos, missas e salões de beleza, por exemplo.

Outras atividades, como supermercados, padarias, postos de combustíveis e petshops permaneceram fora da restrição.

Em entrevista à coluna Grande Angular, do Metrópoles, no dia 15 de julho, Ibaneis disse que determinou a secretários que conversassem com empresários da região. “Não podemos ficar abrindo e fechando todos os dias, porque isso gera, também, instabilidade”, afirmou à época.

As denúncias sobre descumprimento das normas podem ser feitas por meio da Ouvidoria-Geral do DF, no telefone 162, opção 2. Também é possível ligar para a Vigilância Sanitária no número 160.

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