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Assembleia do BRB suspende análise das contas dos gestores de 2025

Acionistas decidiram suspender tomada de contas dos administradores e exame das demonstrações financeiras, que sequer foram publicadas

atualizado

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Fotografia colorida aérea mostra terraço de conjunto de quatro prédios
1 de 1 Fotografia colorida aérea mostra terraço de conjunto de quatro prédios - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

A assembleia geral ordinária do Banco de Brasília (BRB), realizada nessa quinta-feira (30/4), terminou sem análise das contas dos gestores e o exame das demonstrações financeiras de 2025 porque o banco não publicou o balanço do ano passado.

O BRB deixou de apresentar os dados no prazo exigido, que encerrou em 31 de março, por causa da crise desencadeada pelos prejuízos com a compra de carteiras de crédito falsas do Banco Master. 

A assembleia tampouco deliberou sobre a destinação de eventual lucro líquido e distribuição de dividendos, também porque não há informações sobre o balanço de 2025.

A assembleia geral extraordinária, também realizada nessa quinta-feira, aprovou a fixação da remuneração dos membros do Conselho Fiscal, mantido o mesmo percentual estabelecido no ano passado. Já a proposta relativa à fixação do montante global de remuneração dos administradores teve a apreciação suspensa, segundo o BRB, “considerando a necessidade de prévia disponibilização das demonstrações financeiras e de informações complementares que assegurem adequada base técnica e informacional para a deliberação pelos acionistas”.

A situação do BRB é considerada grave. O banco tenta reforçar o capital por meio do empréstimo de R$ 6,6 bilhões solicitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e ao consórcio de bancos, mas ainda depende do aval do Tesouro.

Em paralelo, o BRB operacionaliza a venda de ativos do Banco Master com expectativa de obter R$ 4 bilhões imediatos, além de estruturar fundo com a dívida ativa do Governo do Distrito Federal (GDF). Esse processo pode render recursos ao GDF a partir do momento em que o governo repassa ao mercado, com desconto, o direito de receber as dívidas que pessoas físicas e empresas têm com o erário.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, estiveram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nessa quinta-feira (30/4). Sem revelar os detalhes sobre os temas tratados, Celina deixou a reunião com a expectativa positiva. “O BRB não vai ser liquidado”, declarou.

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